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Correio Braziliense

Sobe para 168 número de presos por ataques no Ceará

Ao menos 20 pessoas foram detidas desde o meio-dia de segunda-feira


postado em 08/01/2019 15:34 / atualizado em 08/01/2019 15:35

330 homens da Força Nacional atuam no estado desde sábado(foto: José Cruz/Agência Brasil)
330 homens da Força Nacional atuam no estado desde sábado (foto: José Cruz/Agência Brasil)

Subiu para 168 o número de pessoas presas e autuadas por suposta participação na onda de ataques que ocorrem na região metropolitana e no interior do Ceará desde quarta-feira (2/1). A informação foi divulgada nas redes sociais nesta terça-feira (8/1), pelo governador do Estado, Camilo Santana (PT).

Do total, ao menos 20 pessoas foram detidas desde o meio-dia de segunda-feira (7/1). "Outras estão em investigação e poderão ser presas a qualquer momento. Estamos reforçando ainda mais o policiamento na capital e também no interior, com o apoio de tropas federais e estados parceiros", declarou o governador.

"Já determinei à cúpula da segurança que empregue todos os esforços necessários. Lideranças criminosas estão sendo identificadas e as transferências para presídios federais estão em curso. Não haverá tolerância com o crime."

No domingo (6/1), parte dos presos começou a ser transferida do sistema penitenciário cearense para presídios federais, após decisão do governo federal. Ao jornal O Estado de S. Paulo, o secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, disse que a onda de ataques é uma resposta à iniciativa do governo estadual de enfrentar o crime organizado dentro de presídios.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), comandado por Sérgio Moro, também decidiu enviar reforço da Força Nacional, para atuar na repressão à onda de crimes. Já havia 330 homens no local desde sábado (5/1), e o número será ampliado para 406, além de um total de 96 viaturas.

Pelos dados do MJSP, houve 144 ataques entre a quarta-feira (2/1), e o domingo (6/1), na capital Fortaleza, na região metropolitana e no interior do Estado. Números da segunda-feira não foram informados pelo ministério, mas o governo estadual registrava pelo menos 21 ataques até o meio da tarde.

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