Publicidade

Correio Braziliense

Ministério Público recebe relato de abuso infantil em caso João de Deus

Médium foi denunciado por novos crimes de estupro de vulnerável e abuso sexual mediante fraude em Abadiânia


postado em 16/01/2019 10:07 / atualizado em 16/01/2019 10:07

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 

O médium João de Deus foi denunciado, nesta terça-feira (15/1), por novos crimes de estupro de vulnerável e abuso sexual mediante fraude contra cinco mulheres em atendimentos espirituais em Abadiânia (GO). Além das mulheres citadas na denúncia, o Ministério Público (MP) goiano diz ter ainda relatos de outras vítimas que ajudarão no processo como testemunhas - entre elas três adolescentes e uma criança de 8 anos. O líder espiritual, que está preso, nega os crimes.

"Este é, até o momento, o relato de vítima mais nova de João Teixeira de Faria", diz o promotor Augusto Cezar Sousa. Parte dos crimes relatados pelo MP também não foram alvo de denúncia por já terem prescrito - o tempo máximo para denunciar é de 20 anos, com redução de prazo se o acusado tem mais de 70 anos.

As vítimas são de diferentes origens, como Distrito Federal, Santa Catarina, Rio, Minas, Maranhão e Rio Grande do Sul. De acordo com a promotoria, os casos foram incluídos para embasar a denúncia.

As cinco vítimas da denúncia têm entre 19 e 47 anos na época dos abusos. Esses casos ocorreram entre 2009 a julho de 2018. Segundo o MP, o médium dava presentes e também fazia ameaças às mulheres após os abusos.

Defesa


Advogado do líder espiritual, Alberto Toron disse, em nota, que "chega a ser medonho" o MP faz no caso. Segundo ele, a defesa tem poucas informações e interrogatórios são marcados em cima da hora, sem tempo para que os advogados leiam todos os documentos.

Essa já é a terceira denúncia contra o religioso. A primeira, em 28 de dezembro, foi por violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. Ele também foi denunciado por posse ilegal de arma.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade