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Correio Braziliense

Em menos de um mês, Ceará apreende 2.300 celulares de presídios

Além da varredura nos telefones móveis, a Secretaria da Administração Penitenciária iniciou a retirada dos aparelhos de televisão e materiais ilícitos, como armas brancas


postado em 22/01/2019 20:12

(foto: PCDF/Divulgação)
(foto: PCDF/Divulgação)
Desde o início do ano, foram apreendidos 2.300 aparelhos celulares nas cadeias do Ceará. O levantamento é da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Além da varredura nos telefones móveis, a pasta iniciou a retirada dos aparelhos de televisão e materiais ilícitos, como armas brancas. 

Por meio de nota, a Secretaria também relatou a publicação de uma portaria com novas regras para a entrada de alimentos e objetos pessoais nas unidades. Agora, os familiares só poderão levar alimentos extras em dias de visita para o consumo de internos e visitantes. Durante a semana, a alimentação ficará restrita às cinco refeições diárias fornecidas pelo Estado. “O Ceará é um dos estados com maior número diário de refeições dentro das unidades. Isso permite restringirmos e assegurarmos que a alimentação não seja usada como meio de comércio, gerando renda para o crime organizado; e dar continuidade ao enfrentamento maciço do crime dentro do sistema penitenciário do Ceará”, afirma o secretário Mauro Albuquerque.


Ataques


Seis homens incendiaram uma escola em Quixadá durante a madrugada de hoje. Eles invadiram o prédio, renderam o vigia e atearam fogo a duas salas de aula e à cantina. Entre os danos estão carteiras, geladeira, fogão, mesas, liquidificador e armário. Essa é a terceira investida dos criminosos contra escolas e creches.

Entre domingo e segunda, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Geralda Bonifácio Rodrigues, em Saquim, e a Escola Liceu José Maria Monteiro, no distrito de Almofala, foram incendiadas em Itarema, no Litoral Oeste do estado. Na primeira, o estrago foi debelado por intervenção dos moradores. Já na segunda, carteiras e materiais escolares foram destruídos. Hoje (22), na Vila Pery, criminosos ainda detonaram uma bomba em uma subestação da Enel, distribuidora de energia do Ceará, mas não houve danos estruturais. 

Em mais de 20 dias da onda de violência, cerca de 48 cidades sofreram com mais de 220 ataques a ônibus e prédios públicos. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) 412 suspeitos foram presos e apreendidos por envolvimento nos atos criminosos até as 17hrs. Até o fechamento desta edição, 39 chefes de facções criminosas foram transferidos para presídios federais.

As sucessões de ataques são atribuídos a facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e os Guardiões do Estado (GDE) e seriam motivados por conta do anúncio do secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, que afirmou  o endurecimento das regras no sistema prisional do estado, como a retirada de tomadas das prisões.

Balanço


Segundo o balanço da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgado hoje (22), o Ceará fechou o ano de 2018 com uma redução de 12% nos crimes contra a vida, em todo o Estado, conforme o balanço dos doze meses do ano. De todas as regiões, a maior redução se deu em Fortaleza, com um decréscimo de 25,1%, 2018 (1.482) e 2017 (1.979). Já o interior Norte sofreu um aumento nos crimes contra a vida. Foi registrado um acréscimo de 11,7%, 2018 (975) e 2017 (873).

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