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Correio Braziliense

Sete corpos foram encontrados entre rejeitos de barragem em Brumadinho

Prefeito da cidade disse que as vítimas estavam em meio à lama que engoliu a cidade. Ao menos 300 pessoas seguem desaparecidas; 182 foram resgatadas com vida


postado em 25/01/2019 20:37 / atualizado em 26/01/2019 00:05

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)
 

As equipes de resgate encontraram sete corpos nos rejeitos da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), na tarde desta sexta-feira (25/1). As informações foram confirmadas pelo prefeito da cidade, Avimar de Melo Barcelos. Informações oficiais do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais dão conta de que, ao menos, 200 pessoas seguem desaparecidasO presidente da Vale, Fábio Schvartsman, responsável pela barragem, disse que 427 funcionários da mineradora estavam no local na hora da tragédia. No início da noite desta sexta-feira, 182 pessoas foram resgatadas com vida. 

 

barragem de rejeitos da Vale se rompeu no início da tarde desta sexta. A lama atingiu, além da parte técnica da mineradora, uma comunidade próxima ao local. Até a última atualização desta reportagem, o número total de pessoas atingidas ainda era incerto. 

 

Ao todo, 51 militares e seis aeronaves foram utilizados para localizar e auxiliar vítimas da tragédia. As aeronaves também estão ajudando a resgatar pessoas que estão ilhadas por conta da lama. 

 

Ver galeria . 43 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )
 

 

O presidente Jair Bolsonaro lamentou o rompimento de uma barragem de rejeitos, que causou destruição em Brumadinho (MG), nesta sexta-feira (25/1). Pelas redes sociais, Bolsonaro também afirmou que os ministros do Desenvolvimento Regional, Gustavo Henrique Canuto; Minas e Energia, Bento Albuquerque; e Meio Ambiente, Ricardo Salles, estão a caminho da cidade mineira, que fica a cerca de 60km de Belo Horizonte.

 

Há três anos, um episódio semelhante aconteceu na cidade de Mariana, também em Minas Gerais. Dezenove pessoas morreram, nesta que, até hoje, era considerada a maior tragédia socioambiental da história do país. Ninguém foi punido.   

 

(foto: Arte/EM/D.A press)
(foto: Arte/EM/D.A press)
 

 

Segundo dados transmitidos pelo representante da Vale ao governador mineiro, das 427 pessoas no local, 279 foram resgatadas vivas e 150 pessoas seguem desaparecidas. Todas ligadas à empresa. Bombeiros já solicitaram o nome dos desaparecidos. 


A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) diz que a estrutura da barragem tinha área total de aproximadamente 27 hectares, 87 metros de altura e não recebia rejeitos desde 2015. A estabilidade estava atestada pelo auditor conforme declaração apresentada em agosto de 2018.

 

"No momento, a grande medida é ver sobreviventes, e informar às famílias dos atingidos", diz o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

 

Ao todo, cerca de 100 bombeiros atuam na ocorrência e a previsão é de que o contingente dobre a partir da madrugada deste sábado (26/1). Dezenas de helicópteros do aparato estadual e de outros órgãos participam das buscas por sobreviventes. O posto de comando foi montado em uma faculdade de Brumadinho e será mantido pelos próximos dias. 

 

Um número 0800 será disponibilizado em breve para o envio de informações sobre pessoas desaparecidas na região. Segundo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), não há risco de desabastecimento de água na Região Metropolitana da capital.

 

São cerca de 2 mil pessoas estão sem energia e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) trabalha para retomar a ligação elétrica na área. Há cinco torres de iluminação para auxiliar os trabalhos de salvamento durante a madrugada.

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