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Correio Braziliense

Corpo de Bombeiros confirma 34 pessoas mortas em desastre de Brumadinho

A Vale confirma 252 funcionários desaparecidos, incluindo terceirizados


postado em 26/01/2019 17:44 / atualizado em 26/01/2019 21:27

(foto: AFP / Douglas Magno)
(foto: AFP / Douglas Magno)
O Governo de Minas Gerais voltou atrás e afirmou que o número de mortos na tragédia de Brumadinho chega a 34. Cerca de uma hora antes, por volta das 20h30, o Executivo local havia dito que eram 40 pessoas mortas. A Vale confirma 252 funcionários desaparecidos, incluindo terceirizados. 
 
Até o momento, foram resgatadas 366 pessoas, sendo 221 funcionários da Vale e 145 terceirizados. Desse total, 23 estão hospitalizados. 
 
Mais cedo, o Corpo de Bombeiros já havia divulgado que até por volta das 17h30 a corporação já havia localizado os corpos de 34 pessoas mortas na região, quando uma barragem da mineradora Vale se rompeou na sexta-feira (25). O número já supera as vítimas da tragédia de Mariana, que ocorreu há três anos e deixou 19 pessoas mortas.

Ainda de acordo com informações dos bombeiros, 81 pessoas continuam desabrigadas e 23 foram levadas à hospitais da região para atendimento. O número de desaparecidos ainda continua alto e por isso os trabalhos de buscas e resgate devem durar vários dias. 

A partir de segunda-feira, cães farejadores começar um auxiliar os bombeiros. Além disso, o governo de Israel vai disponibilizar equipamentos de imagens para auxiliar nas buscas eles tem extensão de até 4 metros de profundidade. 

Ver galeria . 83 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )
 

Para auxiliar nas buscas, o governo de Minas Gerais aceitou o pedido da Advocacia-Geral da União da quebra de sigilo telefônico. O objetivo é localizar os assinantes os celulares que estavam conectados às Estações de Radiobase (ERBs) que atendem às imediações da Mina de Córrego de Feijão, uma das mais atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG).
 
Os bombeiros buscam por sobreviventes em quatro locais da região. Um ônibus e uma locomotiva já localizados, um prédio próximo ao restaurante da Vale e também a comunidade Parque das Cachoeiras são os focos das buscas. 
 
Na tarde deste sábado, o governo de Minas Gerais confirmou o nome da primeira vítima identificada do rompimento da barragem: a médica Marcelle Cangussu, de 35 anos, que trabalhava na Vale. 

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