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Correio Braziliense

Buscas em Brumadinho serão concentradas em 14 pontos, dizem Bombeiros

Segundo o Corpo de Bombeiros, são locais onde poder ter se formado um 'bolsão de ar' e a possibilidade de encontrar sobreviventes é maior


postado em 27/01/2019 22:25

(foto: AFP / Douglas Magno)
(foto: AFP / Douglas Magno)

Os trabalhos de buscas das vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, vão continuar nos próximos dias em 14 pontos prioritários. Segundo o Corpo de Bombeiros, são locais onde poder ter se formado um “bolsão de ar” e a possibilidade de encontrar sobreviventes é maior. 

De acordo com o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, as ações vão se concentrar em ônibus, pousadas, refeitórios, entre outros pontos. Entre a noite deste domingo e madrugada de segunda-feira, os militares vão se concentrar os trabalhos em um ônibus encontrado próximo a área administrativa da Vale. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, vítimas foram confirmadas dentro do veículo. Este é o segundo coletivo encontrado em meio a lama de rejeitos. Ações também continuarão em uma casa próximo ao refeitório localizado na área administrativa da Vale. 

Moradores já tinham indicado que poderia haver um ônibus na região. Durante sobrevoo, os militares conseguiram encontrar o veículo. “Recebemos a notícia de localização do ônibus. É um segundo ônibus. Vamos trabalhar com cortadores para estabelecer um canal de acesso”, explicou Aihara. 

Ver galeria . 83 Fotos Corpo de Bombeiros/Divulgação
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )


Este é o segundo ônibus que foi encontrado na região. Na manhã de sábado, um outro veículo já tinha sido encontrado. Dentro dele, estavam alguns funcionários, que não resistiram ao acidente. Ao menos, 10 corpos foram resgatados neste veículo. 

15 metros de profundidade


A quantidade de rejeitos de minério que vazou da Barragem Mina Córrego do Feijão proporciona uma dificuldade a mais no trabalho de buscas. Aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de materiais desceram do reservatório que se rompeu. Segundo o Corpo e Bombeiros, há locais em que a profundidade é de aproximadamente 15 metros. 

Segundo o tenente Pedro Aihara, com o passar dos dias, a lama está secando, o que ajuda no deslocamento dos militares e dos cães farejadores. “A lama já desceu de 10 a 15 centímetros. Então, o grau de segurança é maior”, afirmou durante coletiva de imprensa na noite deste domingo (27).

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