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Correio Braziliense

Vale apresenta plano para conter rejeitos no Rio Paraopeba

Segundo a empresa, foram instalados 45 pontos de monitoramento da água do rio Paraopeba até a foz do rio São Francisco


postado em 30/01/2019 21:40 / atualizado em 30/01/2019 21:53

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)
 
Em comunicado, a Vale informou que apresentou hoje (30/01) ao Ministério Público e aos órgãos ambientais o plano para conter os rejeitos que vazaram da barragem I, da Mina de Córrego do Feijão, no último dia 25. A área impactada foi dividida em três trechos, onde serão realizadas diferentes medidas de contenção e recuperação. Ao longo do rio Paraopeba até a foz do rio São Francisco, foram instalados 45 pontos de monitoramento, com coletas diárias de água e de sedimentos para análises químicas.
 
Com 10 quilômetros de extensão, o trecho 1 considera o entorno da barragem. Neste local, serão construídos diques, com o objetivo de buscar reter os rejeitos grossos e pesados, possibilitando a reabilitação da área. O trecho 2, no rio Paraopeba, entre Brumadinho e a cidade de Juatuba, tem aproximadamente 30 quilômetros. É a região onde está concentrado o material fino (silte e argila), que será dragado e acondicionado para destinação adequada.
 
O trecho 3, entre Juatuba e a Usina de Retiro Baixo, é o de maior extensão, com 170 quilômetros. Esse trecho tem o potencial de receber os sedimentos ultrafinos e, segundo os técnicos, serão realizadas diferentes ações conforme as características do curso d'água e o do material presente no rio.
 
Barreiras de retenção serão instaladas ao longo desse trecho do rio Paraopeba. A técnica utiliza uma membrana no leito do rio, que tem como objetivo buscar reter os sedimentos. Existe a possibilidade de usar floculante, produto químico usado para aglutinar os finos e, assim, facilitar a retirada do material do rio, mas ação depende da aprovação dos órgãos ambientais, afirma a empresa.
 
O sistema de captação de água de Pará de Minas, no rio Paraopeba, será protegido por três barreiras de retenção. São 115 quilômetros de distância entre a captação do município e a barragem 1, que se rompeu.
 
Em vídeo, o gerente de Licenciamento Ambiental da Vale, Rodrigo Dutra Amaral, explicou que as barreiras anti turbidez realizam o papel de filtro. “As barreiras são membranas que ficam no nível da água através de bóias até o fundo do rio. Quando a água passa por essa membrana, o material sólido é retido e periodicamente retirado. Faz a limpeza dela e então retorna para dentro do rio. Estamos instalando em Pará de Minas e estudando outros pontos do Rio Paraopeba, principalmente depois das áreas em que faremos serviços de drenagem”, finalizou.
 

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