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Correio Braziliense

Polícia Militar desloca 400 agentes para Brumadinho e reforça segurança

Polícia Militar desloca 400 agentes para Brumadinho a fim de aumentar a sensação de segurança da população e apoiar o trabalho de resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros. Na segunda-feira, um casal foi preso ao tentar saquear uma casa


postado em 31/01/2019 06:00



Para restabelecer a sensação de segurança em Brumadinho, a Polícia Militar (PM) deslocou 400 policiais para patrulhamento em 16 pontos da área rural e no perímetro urbano da cidade. Na segunda-feira, um casal foi preso tentando saquear uma casa no Bairro Parque da Cachoeira. De acordo com a PM, outras duas pessoas conseguiram fugir. No local, três motos foram apreendidas, uma delas roubada. Com a chegada dos militares, o município passou a contar com 950 policiais. “O policiamento estará ativo até que a ordem pública seja restabelecida”, afirmou o major Flávio Santiago, da PM.

Segundo o major, não há falta de materiais necessários para a ação dos militares. A polícia também faz o cercamento da área de resgate do Corpo de Bombeiros. “Quem tem expertise para trabalhar nas zonas quentes é o Corpo de Bombeiros Militar. Somente esses profissionais vão trabalhar, isso para que não tenhamos acidente com quem não tem preparação exigida nessas áreas”, explicou o Flávio Santiago.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, desmentiu informações de que os bombeiros teriam sido intoxicados com a lama dos rejeitos. Ele explicou que as náuseas sentidas pelos oficiais nos últimos dias são provocadas por efeito colateral de antibióticos. De acordo com Aihara, toda água desconhecida pelo Corpo de Bombeiros é tratada como poluída. Assim, antes das buscas, é necessário que os agentes tomem medicamentos para prevenção de leptospirose, que podem provocar náuseas.

A corporação ainda informou que, de acordo com os dados da Vale fornecidos às autoridades, os rejeitos da Mina Córrego do Feijão não são tóxicos. O tenente alertou à população que a medicação com antibióticos como forma de prevenção contra a leptospirose deve ser restrita aos bombeiros, que ficam expostos ao risco por muitas horas. No caso de populares, a indicação é procurar médicos antes de tomar qualquer remédio.

Ontem, as buscas se iniciaram pouco antes das 7h. Como a lama está mais seca, é mais fácil se locomover na chamada “área quente”, região em que os resgates se concentram. Fica mais difícil, entretanto, escavar e buscar em profundidades maiores. “À medida que o tempo vai passando, o rejeito começa a ficar mais solidificado. Torna-se mais fácil andar, mas mais difícil de cavar. Então, entram mais retroescavadeiras e escavadeiras no terreno para facilitar esse trabalho, porque a chance de sobrevida vai diminuindo”, completou Aihara. As escavadeiras, entretanto, não chegaram à “área quente” e atuaram nas regiões limítrofes.

* Estagiários sob supervisão da subeditora Rachel Botelho

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