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Correio Braziliense

VÍDEO: novas imagens mostram o momento em que a barragem da Vale se rompe

As imagens foram divulgadas pela TV Globo nesta sexta-feira e registram a destruição provocada pelo mar de lama


postado em 01/02/2019 15:20 / atualizado em 01/02/2019 16:45

Vídeo mostra o momento exato em que barragem da Vale se rompe em Brumadinho (foto: Reprodução/TV Globo)
Vídeo mostra o momento exato em que barragem da Vale se rompe em Brumadinho (foto: Reprodução/TV Globo)

Uma semana após a tragédia em Brumadinho (MG), um novo vídeo divulgado, na tarde desta sexta-feira (25/1), mostra o exato momento em que a barragem de rejeitos da Vale se rompe. As imagens foram divulgadas pela TV Globo.


Nas imagens, é possível ver a área parada até o momento que, como uma forte onda, a lama destroi tudo que está na frente é começa a arrastar todo o local. Esta é a segunda imagem da destruição que surgem nesta sexta-feira.

Mais cedo, a TV Bandeirantes colocou no ar imagens (veja abaixo) que mostram a onda de rejeitos cercando a área por todos os lados. As imagens foram capturadas por uma câmera fixa no alto de um guindaste. Pessoas ainda tentaram sair da área atingida, mas os veículos desaparecem. 
 
 
 
Até agora, 110 pessoas morreram na tragédia na mina da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho.
 

114 km/h

Por meio de imagens que a Vale cedeu a autoridades, é possível averiguar que a velocidade da lama e dos rejeitos da barragem que se rompeu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), era de 114km/h no começo do trajeto. A avalanche atinge uma pequena lagoa em 13 segundos, percorrendo 413 metros dentro do pátio da empresa. Em seguida, a velocidade se reduz em função de barreiras como árvores e construções.
 
 Procurado pelo Estado de Minas, o ex-pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e atual professor da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Carlos Barreira, analisou as imagens. Segundo ele, uma avaliação apenas dos vídeos não permite precisar as razões do rompimento. É necessário, ainda, um estudo sobre dados mais específicos da barragem.

“Não tenho acesso aos dados de monitoramento, mas aparentemente colapsou sem das aviso. Então, mesmo que tivesse disparado sirene, ia pegar todo mundo no meio. É como se fosse uma bala perdida. Muito rápido”, avaliou Barreira.

De acordo com o pesquisador, a Vale pecou ao manter estruturas administrativas e o refeitório tão próximas da barragem, uma região considerada de risco. Segundo Barreira, a mineradora poderia, também, apresentar um sistema de prevenção mais eficiente. “O que a Vale poderia ter feito? Um sistema de monitoramento mais apurado, mais sofisticado”, completou. 

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