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Correio Braziliense

Buscas por vítimas da tragédia de Brumadinho são retomadas na 'área quente'

As ações na área tomada pela lama estavam suspensas desde a madrugada devido a chuva que atingiu o município


postado em 04/02/2019 15:57

As aeronaves também voltaram a sobrevoar o local no início desta tarde(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)
As aeronaves também voltaram a sobrevoar o local no início desta tarde (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)

As buscas foram retomadas na área quente, região tomada pela lama que vazou da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira. A operação no local estava suspensa desde a madrugada devido a chuva forte que atingiu a cidade. 

Durante a madrugada choveu forte em Brumadinho e as buscas tiveram que ser suspensas por questões de segurança. Quando a chuva deu trégua, uma das aeronaves do Corpo de Bombeiros chegou a sobrevoar a região para localizar pontos seguros para as buscas, mas rapidamente voltou a chover. 

De acordo com o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, quando a chuva parou, no fim da manhã, as buscas retornaram na área quente. “Quando acontece essa chuva há uma acomodação desse rejeito. Conforme previsto, que a chuva duraria até o final da manhã, essa previsão se cumpriu e nós já estamos mandando efetivo novamente na área quente”, afirmou. 

No início da tarde, o tenente-coronel Anderson Passos, do Corpo de Bombeiros, informou que por volta da 13h30 já havia condições de voo. Com isso, as aeronaves também voltaram a atuar.“Vamos retomar as buscas gerenciando o risco, exceto num ponto à direita da barragem rompida, que oferece menor segurança”, informou.
 
Bombeiros fizeram buscas no Rio Paraopeba (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Bombeiros fizeram buscas no Rio Paraopeba (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação) (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
 
 
Durante a suspensão das ações na área quente, as equipes percorreram o Rio Paraopeba para tentar encontrar vítimas. “O efetivo que na parte da manhã já estaria na área quente foi realocado para a questão do percorrimento do Paraopeba, então nós estamos utilizando até embarcações, justamente verificando a possibilidade da questão da localização de corpos. Quando acontece a chuva há naturalmente o avanço da pluma, que é essa onda de lama, então há a possibilidade de alguns corpos que estavam na região limítrofe entre a área inundada no Rio Paraopeba, eles serem encontrados nesta situação”, disse Aihara. 

No fim de semana, equipes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que trabalhavam na região do Rio Paraopeba, encontraram fragmentos de corpos. Eles foram encaminhados para a Polícia Civil para identificação.

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