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Correio Braziliense

Bombeiros detectam movimentação de rejeito em barragem de Brumadinho

Alteração de rejeitos remanescentes na Barragem B1, que se rompeu em janeiro, foi observada por meio de um radar de solo. Militares usam drone para verificar a situação


postado em 18/02/2019 10:09

Nesse domingo, bombeiros começaram a desmontagem de estrutura na área da Vale (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Nesse domingo, bombeiros começaram a desmontagem de estrutura na área da Vale (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

As equipes do Corpo de Bombeiros que atuam na busca às vítimas do rompimento da barragem de rejeitos da Vale em Brumadinho, na Grande BH, tiveram que restringir os trabalhos a outras áreas na manhã desta segunda-feira (18/2). Isso porque foi detectada uma movimentação do rejeito remanescente na estrutura destruída em 25 de janeiro. 

“O radar de solo reportou movimentação do rejeito remanescente na B1, o que enseja a paralisação dos trabalhos na desmontagem da ITM”, explicou o tenente-coronel Anderson Passos. Nesse domingo (17/2), eles começaram a ação de demolição da estrutura colapsada da instalação de tratamento de minério (ITM), o que permitiria a chegada a locais até então inacessíveis. “Por segurança das equipes, vamos remanejar para outras áreas”, informou, ressaltando que a lama só atingiria a área da ITM.

Os bombeiros vão lançar observadores para informar eventuais descolamentos. “Até que seja possível dimensionar essa situação em razão da chuva de ontem, estamos decolando drone para observação visual. Buscas bastante restritas no momento”, informou passos. 

No fim de semana, os militares conseguiram localizar dois corpos e três fragmentos. Até o momento foram confirmadas oficialmente 166 mortes em Brumadinho. 
 
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(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )
 

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