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Correio Braziliense

Sobe para 171 o número de mortos na tragédia de Brumadinho

O novo balanço foi divulgado na tarde desta quarta-feira pela Defesa Civil de Minas Gerais. Ainda há 139 pessoas desaparecidas


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Buscas entraram no 27º dia nesta quarta-feira(foto: Edesio Ferreira/Estado de Minas)
Buscas entraram no 27º dia nesta quarta-feira (foto: Edesio Ferreira/Estado de Minas)

 
O número da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, não para de subir. Atualização feita pela Defesa Civil de Minas Gerais, na tarde desta quarta-feira (20/2), mostra que o número de mortes subiu para 171. Todas as vítimas já foram identificadas. Ainda há, segundo o levantamento, 139 pessoas desaparecidas. Destas, 105 são funcionários terceirizados da Vale ou da comunidade. Já 34 são operários da mineradora. 

A barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho, rompeu em 25 de janeiro deste ano. A lama de rejeitos vazou do complexo da Vale, devastando a área administrativa da mineradora. O mar de lama atingiu locais de maquinários, e o refeitório da empresa, que estava cheio no momento da tragédia. Em seguida, desceu e atingiu casas, pousadas e parte da comunidade de Córrego do Feijão.  Os rejeitos ainda atingiu o Rio Paraopeba. 

As buscas por vítimas da tragédia entraram no 27º dia nesta quarta-feira. São 121 bombeiros militares de Minas Gerais e de outros estados trabalhando na operação. Na parte da manhã, o tempo nublado dificultou a ação de aeronaves. Ao todo, são quatro helicópteros. 

As ações acontecem em 10 áreas de buscas. Além dos militares, quatro equipes caninas, além de 52 máquinas pesadas auxiliam na operação. “A estratégia segue entre preparar acesso para a próxima fase das buscas, continuar em locais onde não era possível acessar. Na usina que está sendo desmontada e outras áreas de remanso para fazer a drenagem para o terreno solidificar”, explicou o tenente-coronel Anderson Passos, do Corpo de Bombeiros. Continua depois da publicidade

Mudança de posto

A Igreja Nossa Senhora das Dores, que foi usado desde o dia da tragédia para abrigar o Corpo de Bombeiros, foi liberada nesta quarta-feira. Os militares usavam o local como Posto Avançado (PA) para traçar as estratégias de buscas. Agora, a base foi transferida para entrada da Mina Córrego do Feijão. 

“Salientamos nossa gratidão à arquidiocese e ressaltamos o quanto essa cooperação foi importante. Reforçamos ainda que estamos deixando a igreja por entender que a mesma deve ser devolvida à comunidade”, afirmou o Corpo de Bombeiros.

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