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Correio Braziliense

Jovem fica tetraplégica ao pegar 'jacaré' em praia do litoral paulista

Karina Neustadter fraturou a vértebra C6. Família realiza campanha nas redes sociais por recursos para ajudar na recuperação


postado em 01/03/2019 20:50 / atualizado em 01/03/2019 21:06

A jovem bateu com a parte de trás da cabeça na areia(foto: Reprodução/Instagram)
A jovem bateu com a parte de trás da cabeça na areia (foto: Reprodução/Instagram)
 
A universitária Karina Neustadter Castellanos, de 24 anos, luta para recuperar os movimentos após ficar tetraplégica ao pegar um "jacaré" em uma praia de Ilhabela, no litoral de São Paulo. A brincadeira consiste em tentar usar o próprio corpo para "pegar onda", de barriga, até chegar a parte mais rasa da praia, sem uso de prancha.

O acidente aconteceu em 28 de janeiro, quando Karina passava as férias com a família do namorado, no litoral. Quando ela saía do mar, decidiu entrar na brincadeira também conhecida como surfe de peito e foi jogada pela onda para a parte rasa da praia, onde bateu com a nuca. Segundo relato da jovem, ela sentiu um forte choque no pescoço e um formigamento por todo o corpo.

Karina foi socorrida e levada para o hospital de Ilhabela, onde os médicos diagnosticaram uma fratura na vértebra C6, que a deixou sem os movimentos do pescoço para baixo. Logo depois, a universitária foi transferida para o Hospital Regional de São José, unidade de saúde reconhecida como referência em neurocirurgia.

O tio da Karina, Guilherme Monteiro, 41 anos, conta que ela teve que passar por procedimentos cirúrgicos diversos. "Ela ficou dias na UTI do hospital, passou por cirurgia para implantação de uma placa de titânio para fixação da coluna cervical. Os médicos retiraram também fragmentos da vértebra fraturada que estavam comprimindo a medula”, relatou.

Um mês após o acidente, Karina está na casa dos avós, em Santos (SP). A estudante estava no penúltimo período do curso de administração, em uma faculdade de São Paulo, e teve que se mudar para Santos, onde, segundo o tio, a acessibilidade é melhor. A mãe da jovem, que também morava em São Paulo, pediu demissão para ajudar no dia a dia da filha.
 
Karina está internação domiciliar na casa dos avós, em Santos(foto: Arquivo Pessoal)
Karina está internação domiciliar na casa dos avós, em Santos (foto: Arquivo Pessoal)
 

Recuperação

 
Karina já começou a fazer sessões fisioterapia. Segundo o tio, a jovem já recuperou um pouco dos movimentos das mãos e dos braços, o que dá esperanças à família. "Fizemos uma arrecadação entre todos os parentes para iniciar o tratamento. Nós ainda temos muitas esperanças de recuperação. Os médicos deixaram em aberto, não nos deram nenhuma garantia de melhora total, mas disseram que a reabilitação depende dela”.

Para arrecadar fundos, na intenção de ajudar na reabilitação, a família da jovem decidiu criar uma vaquinha online. "É tudo muito custoso. Ela trabalhava para pagar a faculdade, é uma menina muito boa. Qualquer tipo de contribuição é bem vinda", disse o tio. Os itens da 'lista de recuperação' somam R$ 61.814,80.
 
* Estagiário sob supervisão de Anderson Costolli

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