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Correio Braziliense

Presença de Arlindo Cruz no desfile da X9 marca 1º dia do carnaval

Arlindo chegou ao Sambódromo do Anhembi em uma ambulância e percorreu o trajeto do desfile em um carro alegórico ao lado dos familiares e com a presença de enfermeiros


postado em 02/03/2019 12:12 / atualizado em 02/03/2019 12:15

O músico sofreu um acidente vascular cerebral há cerca de dois anos(foto: Gilberto Evangelista/Divulgação - 26/11/2015)
O músico sofreu um acidente vascular cerebral há cerca de dois anos (foto: Gilberto Evangelista/Divulgação - 26/11/2015)
O desfile, em uma cadeira de rodas, do sambista Arlindo Cruz na escola X9 Paulistana marcou a primeira noite do carnaval de avenida de São Paulo, realizada na madrugada de ontem para hoje (2). Os 60 anos do músico, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) há cerca de dois anos, era o tema do samba-enredo da agremiação: “o Show Tem Que Continuar, Meu Lugar É Cercado de Luta e Suor, Esperança de Um Mundo Melhor”.

Arlindo chegou ao Sambódromo do Anhembi em uma ambulância e percorreu o trajeto do desfile em um carro alegórico ao lado dos familiares e com a presença de enfermeiros. Arlindinho, filho do sambista, foi um dos autores do samba-enredo da escola. 

“Voz dos humildes por um pedaço de pão, Favela de gente sofrida, Mas que valoriza a própria raiz, Aquela, que sente na pele, as chagas da vida, a dor do país, X-9 a cantar, conduz até seu lugar a luz, Pra continuar, o show de Arlindo Cruz”, diz trecho do samba-enredo da escola.

No carnaval carioca do ano passado, o compositor – na época ainda internado – já havia recebido uma homenagem pela escola de samba do Rio de JaneiroImpério Serrano. Um grupo de 270 pessoas atravessou a avenida, um pouco à frente da escola, vestindo calça branca e camiseta com a foto de Arlindo Cruz e a frase "O show tem que continuar", um dos versos de um samba que ele compôs.

Primeira noite de desfile

Além da X9 Paulista, a primeira noite do carnaval de avenida, que começou debaixo de chuva no Anhembi, zona norte de São Paulo, contou com as escolas Colorado do Brás, Império de Casa Verde, Mancha Verde, Acadêmicos do Tucuruvi, Acadêmicos do Tatuapé, e Tom Maior. Os destaques ficaram por conta das encenações dos castigos praticados contra os negros vindos da África, no desfile da Mancha Verde, e da exploração dos indígenas, na apresentação da Acadêmicos do Tucuruvi.

Na noite de hoje, será a vez das escolas Águia de Ouro, Dragões da Real, Mocidade Alegre, Vai-Vai, Rosas de Ouro, Unidos de Vila Maria e Gaviões da Fiel desfilarem pelo Sambódromo do Anhembi.

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