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Correio Braziliense

Mangueira, Viradouro e Salgueiro são favoritas para vencer carnaval do Rio

Com referências políticas e históricas, muitas das escolas lembraram a importância do carnaval para a preservação da cultura brasileira


postado em 06/03/2019 06:00

A verde e rosa empolgou a plateia no segundo dia dos desfiles e é a favorita para o título do carnaval carioca(foto: Fernando Grilli/RioTur)
A verde e rosa empolgou a plateia no segundo dia dos desfiles e é a favorita para o título do carnaval carioca (foto: Fernando Grilli/RioTur)
 Depois de dois dias de desfiles emocionantes na elite do carnaval carioca, os jurados revelam hoje, às 16h30, qual das escolas de samba mais brilhou na Marquês de Sapucaí. 

A Estação Primeira de Mangueira, que ganhou o prêmio Estandarte de Ouro de melhor escola do Grupo Especial em 2019, é a grande favorita, mas disputa o título com a Viradouro e a Acadêmicos do Salgueiro, que também empolgaram o público da passarela do samba.

Com referências políticas e históricas, muitas das escolas lembraram a importância do carnaval para a preservação da cultura brasileira. E também mostraram, mais uma vez, que samba é instrumento de crítica social. O desfile da Mangueira emocionou a arquibancada na madrugada de ontem, ao protagonizar uma verdadeira aula de história brasileira, dando a devida importância aos heróis da resistência: índios e negros. Um dos destaques da verde e rosa foi a homenagem à vereadora Marielle Franco (PSol), assassinada em março do ano passado. O desfile contou com a presença da viúva de Marielle, Mônica Benício. A lembrança foi muito bem recebida pela plateia, que aplaudiu e se emocionou durante o desfile.

A Salgueiro deve estar novamente entre as seis melhores escolas do Carnaval do Rio. O samba-enredo foi considerado um dos melhores do carnaval, com homenagem a Xangô, o orixá da justiça, e levantou a Sapucaí. A escola também foi muito elogiada pelo acabamento das alegorias e das fantasias. Já a Viradouro, outra forte candidata ao título, fugiu dos temas sociais e apostou em uma apresentação fantástica, com bruxas, príncipes e outras figuras de histórias infantis, narradas sob a ótica de um adulto que reencontra um livro de histórias da infância. A escola trouxe várias surpresas, como bruxas que voavam a 10 metros de altura, presas por cabos, e um motoqueiro fantasma que descia de um carro alegórico.

A Beija-Flor  não conseguiu atingir as expectativas e dificilmente conquistará o bicampeonato este ano, depois de ter conquistado o título em 2018. O desfile, sobre a história da própria escola, foi considerado muito simples, sem brilho nem surpresas, apesar de não ter tido erros marcantes. A Unidos da Tijuca fez uma apresentação correta, sem correria e imprevistos. A Mocidade Independente de Padre Miguel deve ter uma boa colocação na disputa, com a apresentação sobre o tempo.

A Portela, terceira a entrar na avenida na noite de segunda-feira, foi bastante elogiada, com enredo em homenagem à cantora Clara Nunes, um ícone da escola que levou o prêmio de melhor comissão de frente, coreografada por Carlinhos de Jesus. A carnavalesca Rosa Magalhães foi responsável pelas fantasias e alegorias, mas teve colaboração do estilista francês Jean Paul Gautier, que assinou os modelitos das top internacionais Lais Ribeiro e Carol Trentini.

Com Sabrina Sato à frente da bateria e a família de Marielle Franco em um dos carros alegóricos, a Unidos da Vila Isabel excedeu o tempo máximo de apresentação, mas empolgou a plateia. O desfile da Paraíso do Tuiuti, como esperado, focou em críticas políticas e foi bem recebido pelo público. Usou a história de um bode vencedor de uma eleição, no Ceará, para falar sobre corrupção e outros problemas políticos do Brasil.

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