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Correio Braziliense

Quantidade de brasileiros barrados na União Europeia aumenta 61%

De acordo com a Frontex, agência de fronteiras do bloco, 4.984 brasileiros barrados, contra 3.086 em 2017


postado em 08/03/2019 06:00 / atualizado em 08/03/2019 00:08

(foto: Tobias Schwarz/AFP)
(foto: Tobias Schwarz/AFP)

O número de brasileiros impedidos de entrar na União Europeia aumentou 61% em 2018 em relação ao ano anterior. É o que mostram os dados da Frontex, agência de fronteiras do bloco, num estudo sobre análise de riscos.

A agência registrou 4.984 brasileiros barrados, contra 3.086 em 2017. O Brasil ocupa o sétimo lugar entre os países com mais cidadãos impedidos de entrar na UE e uma parcela de 2,6% do total. Das 10 nações, é a única latino-americana a aparecer na lista.

Entre os motivos de recusas de entrada dos brasileiros, se destacam a falta de documentos apropriados que justifiquem a ida (1.985 casos) e a falta de visto e comprovantes de residência no país (1.357 casos).

No total, 190.930 pessoas de diversos países foram impedidas de entrar na UE, um aumento de 4% em relação a 2017. A Ucrânia lidera o ranking de nacionalidade com mais imigrantes barrados: 57.593. Em segundo, aparece a Rússia, com 25.953 barrados, seguida da Albânia, com 24.546.

O estudo também mostra o número de pedidos de retorno nos chamados países do terceiro mundo. O Brasil ocupa a 11ª posição, com 5.833 pedidos, e 3.086 retornos efetivos. Desses, 1.926 foram retornos forçados, um número que também cresceu — em 2017, foram 1.612.

Para Danilo de Castro Vieira, professor de direito e relações internacionais do UniCEUB, o que acontece é fruto de um aumento no fluxo de imigração causado pela crise financeira do país, que leva ao crescimento de barrações. “Temos casos de um fluxo grande de pessoas migrando para Estados Unidos, Portugal e outros países da Europa, o que faz com que os países criem maior rigidez no processo de admissão de pessoas.”

Segundo o Itamaraty, “verifica-se aumento do número de inadmissões em alguns aeroportos europeus por conta do aumento do fluxo de visitantes e crescimento de rotas/frequências entre o Brasil e a região. Nota-se que o número de inadmitidos cresceu com o aumento do rigor de autoridades em alguns aeroportos e a integração dos controles migratórios do bloco”. Sobre o motivo das recusas, o Itamaraty respondeu que “verifica-se o crescimento no número de brasileiros que viajam sem reunir condições para ingresso (falta de visto para estudos ou atividade remunerada, vistos vencidos, falta de documentação comprobatória para ingresso, estada por mais tempo do que o permitido em viagem anterior)”.

*Estagiária sob a supervisão de Cida Barbosa

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