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Correio Braziliense

Registros no Ligue 180 de crimes contra mulheres sobem 37% em 2019

O canal de denúncias registra casos de cárcere privado, feminicídio, trabalho escravo, tráfico de mulheres e violências física, moral, obstétrica e sexual


postado em 08/03/2019 10:56 / atualizado em 08/03/2019 11:02

(foto: Júlia Custódio/CB/D.A Press)
(foto: Júlia Custódio/CB/D.A Press)

 
O Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) recebe quase 18 mil denúncias nos dois primeiros meses do ano. Até o último dia 26, houve um aumento de 36,9% em relação ao mesmo período de 2018, segundo dados divulgados na manhã desta sexta-feira (8/3) pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. 

O canal de denúncias registra casos de cárcere privado, feminicídio, trabalho escravo, tráfico de mulheres e violências física, moral, obstétrica e sexual. Os estados com os maiores números de ocorrências no período são Rio de Janeiro (3.543), São Paulo (3.263), Minas Gerais (2.122), Bahia (1.232) e Rio Grande do Sul (1.033).

Em 2018, foram registradas 11.263 denúncias no mesmo período. Ao longo do ano passado, 92.323 casos foram denunciados. No ranking anual, São Paulo (16.802), Rio de Janeiro (15.178), Minas Gerais (9.810), Bahia (6.716) e Distrito Federal (5.836) são os líderes. .

O canal é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. A ferramenta serve para o Brasil e outros 16 países. O serviço também pode ser acionado por meio do aplicativo Proteja Brasil.   

Políticas públicas


Em comunicado à imprensa, a ministra Damares Alves registrou que o governo federal está empenhado a reduzir os casos. “O Ligue 180 representa o compromisso do Governo Federal com as políticas públicas de combate à violência contra a mulher. No que tange às ações específicas, o ministério também está empenhado em mudar realidades. Nesta gestão, todas nós temos voz e seremos ouvidas”, afirmou Damares.

A Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres do ministério tem como prioridade elaborar e implementar políticas públicas para o enfrentamento da escalada da violência contra as mulheres, segundo a secretária Tia Eron. “Com ações eficazes que propiciem a promoção da autonomia feminina e a segurança necessárias à garantia dos seus direitos. O Ligue 180 tem papel imprescindível por se tratar de um importante canal de coleta de dados para a formulação de políticas públicas, e para a articulação da Rede de Proteção às mulheres em situação de violência” disse. 

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