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Correio Braziliense

Em nota, OAB-DF se solidariza com vítimas do desastre em Suzano

Tiroteio causado por dois jovens em uma escola, deixou 10 mortos e outros 10 feridos


postado em 13/03/2019 20:50 / atualizado em 13/03/2019 20:50

Corpo de vítima sendo carregado por socorristas(foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo)
Corpo de vítima sendo carregado por socorristas (foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo)
A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) lamentou nesta quarta-feira (13/03), através de um comunicado, a tragédia de Suzano (SP), onde 10 pessoas foram mortas durante um ataque à Escola Estadual Raul Brasil. "Nossa instituição se solidariza com as famílias das vítimas da tragédia, e também com os familiares dos autores do atentado, que tiraram a própria vida, e a de crianças e profissionais da Educação no mesmo espaço que um dia os acolheu", diz publicação.

O presidente da instituição, Délio Lins e Silva Jr, também prestou condolências aos familiares e disse que o Estado precisa gerenciar com responsabilidade a segurança pública. "Tragédias como essa demonstram a necessidade de o Estado tratar de forma séria todas as questões relacionadas à formação e ao zelo por nossas crianças e adolescentes, assim como trazem, ainda, o alerta quanto à importância de se administrar com seriedade a segurança pública em seu sentido mais amplo", afirmou. 

Manhã de terror 


Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, e Luís Henrique de Castro, 25, são os responsáveis pelo ataque. Os dois entraram no colégio, por volta das 9h30 desta quarta-feira e abriram fogo contra os estudantes. Cinco alunos e duas funcionárias da unidade de ensino morreram.
 
Nas imagens do circuito interno de segurança é possível ver o exato momento do atentado. As cenas são de terror. Várias crianças e adolescentes entraram em pânico ao ouvir os disparos, correram pelos corredores na tentativa de fugir do tiroteio, e outros procuraram abrigo nos banheiros da escola. Alguns chegaram a pular o muro, na tentativa de se salvar.

Após a barbárie, Guilherme e Luiz Henrique cometeram suicídio. Além dos mortos, outras 10 pessoas ficaram feridas e foram socorridas em hospitais da cidade. As armas utilizadas foram um revólver calibre .38, três coquetéis molotov, facas, machadinhas e uma besta que lança flechas, arma de estilo medieval.  

Autoridades se pronunciam


Governador do estado de São Paulo, João Dória (PSDB) destacou ter ficado bastante abalado com a situação. "Estou muito impactado. É a cena mais triste que assisti em toda a minha vida", assegurou.

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, se pronunciou no  Twitter e disse estar "aterrorizada". "Acordamos hoje com esta terrível notícia e estou estarrecida. Às famílias manifesto, meu imenso pesar e coloco este ministério à disposição para prestar todo o apoio necessário", disse. "Que Deus abençoe os que estão em atendimento para que sobrevivam", concluiu. 

O general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, atribuiu a culpa do ataque aos jogos violentos de vídeogames. Deixando a entender que práticas como essa influenciam no comportamento do ser humano. "Estou muito triste com essa situação. Temos que entender o porquê de isso estar acontecendo. Essas coisas não aconteciam no Brasil. Na minha opinião (...) vemos essa garotada viciada em videogames (...) videogames violentos. Tenho netos e os vejo muitas vezes mergulhados nisso aí. Quando eu era criança, jogava bola, soltava pipa. A gente não vê mais essas coisas. Lamento profundamente tudo o que ocorreu", destacou.

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