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Correio Braziliense

Cinco vítimas de atiradores em escola de Suzano (SP) continuam internadas

Dois estudantes feridos no atentado a colégio público têm alta. No total, seis foram liberados. Outros cinco continuam internados


postado em 17/03/2019 08:00

Ação de atiradores na escola Raul Brasil causou 10 mortes, incluindo a dos assassinos. Polícia ainda investiga a participação de outra pessoa (foto: Rovena Rosa/Agência Brasil )
Ação de atiradores na escola Raul Brasil causou 10 mortes, incluindo a dos assassinos. Polícia ainda investiga a participação de outra pessoa (foto: Rovena Rosa/Agência Brasil )

Duas vítimas do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, que estavam internadas no Hospital Santa Maria, em Suzano (SP), tiveram alta ontem. Samuel Silva Félix e José Vitor Ramos, ferido por um machado no ombro, deixaram a unidade de saúde pela manhã. Até o momento, seis estudantes feridos receberam alta. Outras cinco pessoas ainda estão recebendo assistência em hospitais.

O ataque à escola, na manhã da última quarta-feira, feito por dois jovens encapuzados e armados, deixou 10 mortos, dos quais duas funcionárias da escola, cinco alunos e um comerciante. Também morreram os dois atiradores, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25.

Os assassinos eram ex-alunos do colégio. As investigações apontam que Guilherme matou o comparsa e, em seguida, se suicidou, ao perceber a chegada de uma equipe tática da Polícia Militar paulista. A Polícia Civil, que investiga o caso, acredita que os dois tinham um pacto, segundo o qual cometeriam o crime e, depois, dariam fim à própria vida.

De acordo com o último balanço divulgado pela assessoria do governo de São Paulo, dois estudantes, de 15 e 16 anos de idade, permanecem internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O quadro de saúde deles é estável.

Uma adolescente está na UTI do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes (SP). O estado de saúde dela também é estável. Um adolescente de 16 anos, que foi levado ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, passou por cirurgia, sem intercorrências, e continua internado, em estado estável. Já uma outra jovem, de 15 anos, deixou a UTI e foi transferida para a enfermaria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Na manhã de sexta-feira, um paciente que estava internado na Santa Casa de Suzano recebeu alta após passar por uma cirurgia em um dos joelhos no dia anterior. Ele agora fará tratamento no setor de ortopedia da Santa Casa de Misericórdia.

Investigação

A polícia segue trabalhando com a hipótese de que uma terceira pessoa tenha participado do planejamento do crime. Um menor, de 17 anos, que conhecia os dois atiradores, foi ouvido na semana passada por promotores de Justiça, negou que tenha colaborado com a ação dos atiradores e foi  liberado em seguida. Na casa dele, agentes apreenderam desenhos e jogos de videogame. A polícia queria que ele fosse detido, mas, segundo o Ministério Público estadual, não há indícios suficientes que justifiquem um pedido de apreensão.

Os policiais estão investigando também as compras que teriam sido feitas por Guilherme Taucci e Luíz Henrique de Castro em sites na internet, provavelmente, para conseguir os materiais usados no ataque. Computadores, tablets e celulares dos assassinos foram apreendidos. Para a polícia, a ação foi planejada durante meses.

A escola será reaberta na segunda-feira, mas não haverá atividades obrigatórias para os estudantes e professores. A previsão é de que rodas de conversas e atendimentos com psicólogos sejam realizados durante toda a semana. O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse que procedimentos de segurança estão sendo revistos em todas as escolas públicas do estado.

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