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Correio Braziliense

Encontro debaterá políticas públicas para o enfrentamento do câncer no país

Para 2019, o sistema público de saúde terá que absorver 634 mil novas ocorrências do mal. Sem mudanças na gestão da saúde pública para lidar com o problema, o futuro preocupa


postado em 16/04/2019 06:00

(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press )
(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press )
 
 
Com o envelhecimento da população, a expectativa é de aumento do número de casos de câncer no Brasil, com risco da doença tornar-se uma epidemia, já que a incidência da doença é maior entre os idosos. Para 2019, o sistema público de saúde terá que absorver 634 mil novas ocorrências do mal. Sem mudanças na gestão da saúde pública para lidar com o problema, o futuro preocupa, sobretudo com relação à agilidade, já que uma das dificuldades com relação à doença é de que quase metade dos diagnósticos é tardio. Quem alerta é a diretora executiva da organização não governamental (ONG) Instituto Oncoguia, a psico-oncologista e especialista em bioética Luciana Holtz.

Para solucionar as dificuldades que o SUS já enfrenta e se preparar para uma perspectiva de aumento no número de atendimentos, a terapia é política. É justamente pensando em debater políticas públicas para todos os estágios de enfrentamento da doença,  diagnóstico, tratamento, convivência e cura, que o instituto organizou o 9º Fórum Nacional de Políticas de Saúde em Oncologia. O encontro reunirá especialistas e representantes de vários setores da sociedade para debater as políticas de enfrentamento ao câncer no Brasil. O evento acontece hoje e amanhã no Brasil 21 Cultural, no Setor Hoteleiro Sul, próximo à Torre de TV, de 8h as 18h45. Embora o cadastramento para tenha acabado na quinta-feira passada, as palestras e apresentações serão transmitidas pelas redes sociais do Oncoguia, pelo site www.oncoguia.org.br. 

O objetivo é informar a pacientes e familiares. “Conseguimos reunir especialistas de diferentes áreas, que trarão para o público a oportunidade de aprender sobre os principais aspectos do tratamento. É também uma oportunidade para quem trabalha na causa, de aprender e sair com propostas e sugestões para o melhorar o cenário da oncologia no Brasil”, afirma a especialista.

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