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Correio Braziliense

Novo presidente do ICMBio é comandante da PM ambiental de São Paulo

Homero Cerqueira disse que recebeu o convite diretamente do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, logo depois do então presidente do órgão, Adalberto Eberhard, ter se demitido do cargo


postado em 17/04/2019 23:39

O novo presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) será o comandante da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, coronel Homero de Giorge Cerqueira. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, enquanto o coronel não assume, o cargo será ocupado, interinamente, pelo coronel da reserva do Exército, Antônio César de Oliveira Mendes, coordenador-geral de Proteção do ICMBio.

Homero disse que recebeu o convite na segunda-feira (15), diretamente do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, logo depois do então presidente do órgão, Adalberto Eberhard, ter se demitido do cargo após desgaste enfrentado por Eberhard em um reunião com ruralistas no Rio Grande do Sul na qual o ministro decidiu instaurar um procedimento administrativo contra servidores do ICMBio que não estavam presentes na reunião. Por sua vez, os funcionários contam que não haviam sido convidados para o evento.

Ao que tudo indica, como o ministro Salles cogitou nos últimos dias, a hipótese de conduzir, no ICMBio, uma fusão com o Ibama, não está descartada. 

Nesta quarta-feira (17), a Associação Nacional de Servidores da Carreira de Meio Ambiente (Ascema Nacional) divulgou uma carta aberta à sociedade de repúdio às declarações e posturas do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, citando o evento realizado na cidade de Tavares, no Rio Grande do Sul, na última semana e a atitude do ministro de ameaçar os servidores do ICMBio com um processo administrativo disciplinar pela ausência no evento.

"O ministro vem, reiteradamente, atacando e difamando o corpo de servidores do ICMBio através de publicações em redes sociais e de declarações na imprensa baseadas em impressões superficiais após visitas fortuitas a unidades de conservação onde não se dignou a dialogar com os servidores para se informar sobre a situação e sobre eventuais problemas e dificuldades. No último sábado, no Rio Grande de Sul, foi ardiloso, falacioso e grosseiro com os servidores do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, repreendendo-os em público pela sua ausência em evento que não constava na agenda e para o qual não os convidara, e os ameaçando de processo administrativo disciplinar”, diz um trecho do documento.

Na carta, os servidores destacam ainda que o ICMBio gere 334 unidades de conservação em todo o País e tem 1.593 servidores, "um para cada 100 mil hectares de área protegida", concluem. 

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