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Correio Braziliense

Gravidade de situação de catador impediu transferência, diz secretaria

Luciano Macedo ficou internado por 11 dias no Hospital Estadual Carlos Chagas e morreu às 4h20 de hoje


postado em 18/04/2019 14:10 / atualizado em 18/04/2019 14:12

Militares dispararam ao menos 80 vezes contra o carro em que estava Evaldo e família(foto: Reprodução de vídeo )
Militares dispararam ao menos 80 vezes contra o carro em que estava Evaldo e família (foto: Reprodução de vídeo )
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou que não transferiu o catador de material reciclável Luciano Macedo para outro hospital porque seu estado de saúde era gravíssimo. Macedo foi baleado durante a ação do Exército em Guadalupe, na zona oeste da cidade, que resultou na morte do músico Edvaldo Rosa, no dia 7 de abril.

Macedo teria tentado ajudar Edvaldo, que havia sido alvejado dentro de seu carro, quando foi atingido por tiros. Ele ficou internado por 11 dias no Hospital Estadual Carlos Chagas e morreu às 4h20 desta quinta-feira (18/4).

No dia 16, a Justiça do Rio de Janeiro determinou que ele fosse transferido para um hospital com mais recursos para tratar do caso. Mas, apesar da decisão judicial, a equipe do hospital manteve Macedo no Carlos Chagas e o submeteu ontem a uma cirurgia.

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Saúde, “todos os esforços clínicos necessários foram realizados por profissionais multidisciplinares do Hospital Estadual Carlos Chagas com o objetivo de oferecer o melhor atendimento ao paciente Luciano Macedo”.

A Secretaria informou que “reitera a confiança nos profissionais da unidade durante o caso e acredita que o atendimento precoce prestado ao paciente foi fator decisivo na busca para salvar a vida de Luciano apesar da gravidade da lesão”.

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