Publicidade

Correio Braziliense

Começa a demolição de prédios na comunidade da Muzema

A ação da Secretaria de Conservação está sendo realizada de forma manual e com auxílio de máquinas


postado em 24/04/2019 20:00 / atualizado em 24/04/2019 20:32

Essa primeira fase da ação que começou hoje levará cerca de 30 dias(foto: Reprodução/TV Globo)
Essa primeira fase da ação que começou hoje levará cerca de 30 dias (foto: Reprodução/TV Globo)

 
Começou, nesta quarta-feira (24/4), a demolição de dois prédios residenciais na região de Muzema, Rio de Janeiro, onde outros dois prédios caíram na manhã do último dia 12, deixando 24 mortos.

A ação está sendo realizada pela Secretaria de Conservação, por meio do contrato em vigor da Coordenadoria de Operações Especiais (COE). A secretaria informou que a derrubada está sendo realizada de forma manual e com auxílio de máquinas para evitar abalos estruturais nos prédios do entorno. 

Essa primeira fase da ação que começou hoje levará cerca de 30 dias. A derrubada foi autorizada após um laudo da Defesa Civil Municipal que avaliou que os dois prédios vizinhos apresentavam graves riscos estruturais, e estava prevista para começar às 9h da manhã, mas teve início por volta de 12h30. Além desses, outros  prédios próximos do conjunto de Figueiras do Itanhangá, onde o desabamento ocorreu, estão interditados.  

De acordo com o subsecretário municipal da Defesa Civil, o coronel Edson da Silva, a ação se trata de uma prevenção para a segurança das pessoas. “Estamos dando continuidade às operações que começaram desde o dia do acontecimento (a queda dos dois prédios). Estamos fazendo contenção, prevenção e vistorias, e passamos o dia hoje trabalhando na demolição dos prédios. A missão precípua é trabalhar com segurança, observando a área toda, fazendo as vistorias devidas, o que é importante para a proteção das pessoas,” afirmou em nota à Prefeitura do Rio de Janeiro. A Prefeitura ainda avalia a necessidade de contratar emergencialmente uma empresa para auxiliar na derrubada de construções para dar maior celeridade às operações.

Os três suspeitos de terem sido responsáveis pela construção ilegal do imóvel, José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo; Renato Siqueira Ribeiro; e Rafael Gomes da Costa, tiveram a prisão preventiva decretada na última sexta-feira (19/4), mas ainda seguem foragidos. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade