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Correio Braziliense

Chacina em bar deixa onze pessoas mortas em Belém do Pará

Um vídeo feito por moradores logo após o massacre mostra a situação de horror do local, onde as pessoas foram pegas de surpresa


postado em 19/05/2019 19:14 / atualizado em 19/05/2019 19:27

(foto: Reprodução/Internet )
(foto: Reprodução/Internet )
Onze pessoas morreram e uma ficou ferida em uma chacina no bairro Guamá, em Belém, na tarde deste domingo (19/5), por volta das 16h. Segundo a Polícia Militar, o crime foi cometido por sete homens que disparam na direção do bar próximo à Passagem Napoleão Laureano e fugiram. Os bandidos, segundo os relatos, estavam em uma moto e três carros. Entre as vítimas estão seis mulheres e cinco homens. Uma pessoa sobreviveu ao massacre e está sob proteção da polícia. As identidades das vítimas não foram reveladas. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil fez buscas e investiga o crime. Até o início da noite, ninguém havia sido preso.

Um vídeo feito por moradores logo após o massacre mostra a situação de horror do local, onde as pessoas foram pegas de surpresa. Entre as vítimas, uma das mulheres foi encontrada deitada em cima do balcão do bar. Com aproximadamente 100 mil habitantes, o Guamá é um bairro pobre e o mais populoso de Belém. Segundo moradores, relatos de violência fazem parte da rotina de quem vive ali. Dados da Polícia Civil, relativos a 2018, informam que a maioria das vítimas assinadas, naquele bairro tinha algum tipo de relação com tráfico de drogas, grupo de extermínio e até milícias. A maioria das pessoas que perdem a vida está na faixa etária de 20 a 40 anos e, 10% das vítimas são mulheres.

As estatísticas são dramáticas. No primeiro trimestre de 2018, a cada quatro dias uma pessoa foi assassinada. Em 28 de abril último, um homem sequer teve tempo de correr: foi morto na passagem Santa Rosa, esquina com a Santa Fé. O cidadão foi baleado na cabeça e morreu sentado em uma cadeira. Há também relatos de assaltos constantes e feminicídios, no bairro que está situado o campus da Universidade Federal do Pará (UFPA). Em todas as pesquisas, sem se identificar, narram que têm medo de contar o que acontece ali, porque alguns que deram informações à polícia apareceram mortos no dia seguinte.

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