Publicidade

Correio Braziliense

Barragem em fazenda de Gusttavo Lima corre risco de rompimento

Segundo a assessoria de imprensa do sertanejo, as providências já foram tomadas no local e um comunicado foi enviado às autoridades


postado em 20/05/2019 12:00 / atualizado em 20/05/2019 14:19

(foto: Objetiva Comunicação/Divulgação)
(foto: Objetiva Comunicação/Divulgação)
Uma barragem dentro da fazenda Vargem Grande, às margens da GO-020, ameaça se romper. A propriedade pertence ao cantor sertanejo Gusttavo Lima e fica entre as cidades de Caldazinha, Bela Vista de Goiás e Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Seis casas estão em risco e a orientação inicial dada pelo Corpo de Bombeiros era de que famílias e animais fossem retirados da área. As informações são do jornal O Popular.

O imóvel está no nome da empresa N&R Empreendimentos e Participações, que pertence ao cantor. Segundo a assessoria de imprensa do sertanejo, as providências já foram tomadas no local e um comunicado foi enviado às polícias militar e civil, além da Defesa Civil, Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) e Prefeitura de Bela Vista de Goiás. 

A represa está irregular e passa por processo de licenciamento desde o fim de dezembro do ano passado, de acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). No início de 2018, o cantor e mais três pessoas foram indiciados pela Polícia Civil por crime ambiental.

Outro lado

Em nota, a assessoria do cantor afirmou que a propriedade foi adquirida em 5 de setembro de 2017 e que a barragem foi construído há mais de 25 anos, sem nenhum processo de licença ambiental. 

Segundo o texto, Gusttavo Lima fez o pedido de licença ambiental em dezemvro de 2017. “Diante da burocracia do órgão ambiental na análise do pedido, foram então iniciadas obras no barramento para estabilização e consequente aumento de sua vida útil. - Como a licença ambiental não havia sido concedida, houve então a lavratura de auto de infração e embargo das obras em janeiro de 2018”, diz o texto.

Em seguida, a assessoria diz que o cantor conseguiu licença de 30 dias para obras de urgências. “Este prazo não foi suficiente para conclusão das obras e, a busca pela licença definitiva perdura até os dias atuais, sem análise pelo órgão ambiental”, afirma. 

Sem a licença, o cantor contratou uma empresa que constatou risco iminente de rompimento. Desta forma foi emitido comunicado a todos os órgãos governamentais interessados e famílias adjacentes, relatando o risco eminente de rompimento da barragem, como medida de segurança, informando que todas as medidas emergenciais estão sendo adotadas para eliminação do referido risco e consequente estabilização da barragem”, prossegue na nota.

“Esclarecemos que, até o momento, o risco está devidamente controlado, tendo sido procedido o esvaziamento do barramento e nenhuma família encontra-se desalojada. Todas as ações que o cantor fez, foi no sentido de dar segurança e aumentar a vida útil do barramento, evitando uma tragédia ambiental, não havendo em momento algum dano ao meio ambiente, ao contrário, evitou-se um dano, possivelmente irreparável”, conclui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade