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Correio Braziliense

Garoto de 11 anos ataca colega de sala com faca em escola municipal de MG

De acordo com a PM, o garoto tem problemas mentais e faz tratamento em uma unidade especializada da Prefeitura de BH para pacientes com transtornos psiquiátricos


postado em 21/05/2019 14:21 / atualizado em 21/05/2019 14:28

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
Um garoto de apenas 11 anos atacou uma colega de sala com uma facada, na manhã desta terça-feira (21/5). Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu na Escola Municipal Josefina Souza Lima, no Bairro Minaslândia, Região Norte de Belo Horizonte (MG).

De acordo com a PM, o garoto tem problemas mentais e faz tratamento em uma unidade especializada da Prefeitura de BH para pacientes com transtornos psiquiátricos. A informação foi confirmada pela gerente de Clima Escolar da Secretaria Municipal de Educação de BH, Letícia de Melo. Segundo ela, o garoto passa por tratamento três vezes por semana no Centro de Atenção à Saúde Mental Infantil (Cersami), do Bairro Padre Eustáquio, Noroeste da capital.

Nos outros dois dias da semana ele frequenta a escola, em um tratamento que é articulado entre as secretarias de Educação e de Saúde da PBH. Quando ele vai à escola, recebe a medicação na própria unidade de ensino. Esse tratamento já acontece há dois meses.

De acordo com a PM e PBH, ele teve um surto psicótico e atacou com unhadas duas colegas de 10 e 11 anos. Depois, pegou uma faca na mochila e usou o objeto para golpear outra aluna. Segundo a PM, essa vítima tem 13 anos, mas a PBH informou que também é uma criança de 11 anos. 

Ela teve um corte superficial na região do abdômen e foi encaminhada para atendimento médico, mas já se encontra em casa e medicada. O pai dela acompanhou o desdobramento do caso. As outras crianças agredidas foram atendidas por uma psicóloga. 

O garoto que deu a facada foi encaminhado ao Cersami do Padre Eustáquio. Segundo Letícia de Melo, os próximos passos do tratamento serão definidos em conjunto pelos setores de saúde e educação da prefeitura e pela família. "Esse atendimento será potencializado e avaliado de forma conjunta", diz Letícia. Ainda segundo a PM, a criança que teve o surto tinha mais duas facas em sua mochila.

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