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Correio Braziliense

Crise hídrica revelou fragilidades de infraestrutura, diz chefe da Caesb

Carlos Augusto Lima Bezerra explica ainda que o sistema de abastecimento do Distrito Federal é composto basicamente pelo Descoberto e Torto/Santa Maria, que atende a 91% da população e são interligados


postado em 13/06/2019 12:50 / atualizado em 13/06/2019 12:52

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Durante o Seminário Segurança Hídrica, realizado pelo Correio Braziliense, nesta quinta-feira (13/6), o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Carlos Augusto Lima Bezerra, ressaltou que a crise hídrica foi provocada primordialmente por fatores climáticos, mas demonstrou as fragilidades gerenciais e de infraestrutura do sistema de abastecimento do Distrito Federal.

“As fragilidades gerenciais foram causadas por problemas financeiros na Caesb que se reflete ainda hoje nos números da companhia. As de deficiência de infraestrutura, foram bem conduzidas em relação ao mitigamento do problema da segurança e abastecimento de água, com obras de captação e fazendo com que o DF conseguisse superar a crise hídrica entre 2016 a 2018”.

Ele explica ainda que o sistema de abastecimento do Distrito Federal é composto basicamente pelo Descoberto e Torto/Santa Maria, que atende a 91% da população e são interligados. 

Ao todo, a Caesb dispõe de uma rede de abastecimento de 8.855 km, com abrangência equivalente ao estado de Santa Catarina. São 11 estações de tratamento, que atendem a 99% da população.

Bezerra afirma que medidas como campanhas de uso racional da água e o rodízio de abastecimento, compostos por um ciclo de seis dias com um dia sem água, além do investimento em captação, auxiliaram no enfrentamento à crise. Além disso, destacou, as obras ampliaram a capacidade de produção em 15% e permitiram maior interligação entre os sistemas. A capacidade anterior era de 9.400 litros, passando para 10.800 L.

“Foram 514 dias de rodízio, com 38 equipes manobrando 590 válvulas na rede durante os ciclos", ressaltou.

Ainda em andamento, o subsistema Gama, com capacidade de 320 litros, tem previsão de construção em 90% para setembro. Já o sistema de abastecimento de Corumbá, com capacidade de 1400 litros na 1ª etapa, também tem previsão de mais de 90% para dezembro.

O presidente da pasta destacou também que o sistema de abastecimento do Lago Paranoá, ainda em projeto, teve investimento na 1ª etapa de 275 milhões e previsão de 2100 litros. O Paranoá Norte, reforçará o abastecimento do Lago Norte, Varjão, Sobradinho, Planaltina, Paranoá e Itapoã. Já o sistema paranoá sul visará o abastecimento do Lago Sul, Jardim Botânico e São Sebastião.

O total de investimentos em produção de água contando com a captação Bananal e ETA Lago Norte é de R$ 826 milhões.

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