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Correio Braziliense

Disque 100 registra mais de 500 casos de intolerância religiosa

Cidades campeãs de casos são Natal, com 191 denúncias, seguido de São Paulo, com 91 e Rio de Janeiro com 61


postado em 13/06/2019 14:54 / atualizado em 13/06/2019 15:18

(foto: L.Adolfo/Folhapress)
(foto: L.Adolfo/Folhapress)
Um balanço divulgado, nesta quinta-feira (13/6), pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) aponta que o Brasil ainda mostra as faces da intolerância religiosa com agressões físicas, xingamentos, depredações, destruições de imagens, tentativas de homicídio e incêndios criminosos.
 
As cidades campeãs de casos são Natal, com 191 casos, seguido de São Paulo, com 91 e Rio de Janeiro com 61. Desde 2015, Natal lidera o ranking e as outras duas regiões têm rodiziado o segundo e terceiro lugar.

No ano de 2018, o Disque 100 (Disque Direitos Humanos)  registrou 506 casos. Entre os segmentos mais atingidos estão umbanda, com 72 denúncias, candomblé com 47, testemunhas de Jeová, com 31, matrizes africanas, com 28 e outros segmentos evangélicos, com 23.

O secretário nacional de Proteção Global da pasta, Sérgio Queiroz, ressalta a liberdade religiosa é um princípio assegurado na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Segundo ele, o documento é a garantia de que todas as pessoas podem, também, defender a sua crença e proferir publicamente as suas convicções religiosas ou não religiosas.

“A liberdade religiosa é um conceito que garante e assegura a laicidade do Estado, ao mesmo tempo em que dá a todo cidadão brasileiro e àqueles que estejam no Brasil o direito de crer ou não crer, de ter ou não ter uma religião”, ressalta Queiroz, em nota divulgada pelo ministério.

O secretário destaca, ainda, que essa é a tarefa do órgão na área de liberdade religiosa. “Nós queremos assegurar que todos tenham o direito de crer ou não crer, de ter ou não ter uma religião, de defender pacificamente as suas crenças para que possamos de fato construir uma Nação pacificada nesse campo”, conclui.

Ano anterior

Em comparação com 2017, as ocorrências diminuíram: Foram registrados 537 nesses período. No entanto, os números podem ser ainda maiores, pois a taxa de subnotificação dos casos é alta.

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