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Correio Braziliense

Suspeita de torturar e matar jovem é ex-namorada da vítima

Crime foi gravado pelas jovens suspeitas de cometerem o ato e vídeo viralizou nas redes sociais


postado em 27/06/2019 01:29

(foto: Reprodução/WhatsApp)
(foto: Reprodução/WhatsApp)
Um crime bárbaro chocou a população de Paulista, na Região Metropolitana de Recife. Raíssa Sotero Rezende, de 14 anos, foi torturada e morta por duas adolescentes na Praia de Maria Farinha. O crime foi gravado e o vídeo divulgado nas redes sociais. Uma das suspeitas é ex-namorada da vítima.

De acordo com a Polícia, as duas garotas agrediram vítima com socos e pontapés, deram golpes de faca e tentaram afogá-la no mar. Elas ainda registraram as agressões com o celular e publicaram nas redes sociais. 

Uma das linhas de investigação da polícia aponta para ciúme como a principal causa do homicídio. Raíssa teve um relacionamento amoroso com uma das suspeitas, mas a relação não era aprovada pela família. “Não pelo fato de ser minha filha namorando com uma menina. Se fosse uma outra menina, uma pessoa de bem, não teria problema nenhum, mas pelo fato de caráter da pessoa”, disse o pai da vítima que preferiu não se identificar.

De acordo com o delegado reposnável pelo caso, Álvaro Muniz, a informação que a polícia tem até o momento é que a jovem morta e a ex-namorada haviam marcado um encontro. "A vítima teria pedido para marcar um encontro quando chega a outra adolescente e passa a agredi-la fisicamente. Essa seria a atual companheira [da jovem que filma]", conta. 

A ex-namorada da vítima já foi apreendida por roubo e a outra tem registros de tentativa de homicídio. Segundo o delegado, uma delas estava na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), conseguiu escapar e estava foragida. 

O pai de Raíssa contou ainda que a suspeita já apresentava problemas durante o relacionamento com a filha. De acordo com ele, depois de um tempo Raíssa percebeu o comportamento da namorada e colocou fim ao namoro. A suspeita não aceitava o rompimento e começou a ameaçar a vítima. Em maio de 2019, Raíssa que morava com o pai, passou a viver com a mãe, em outro bairro da cidade e iniciou um relacionamento com um menino.

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