Publicidade

Correio Braziliense

Briga entre facções criminosas em presídio do Pará deixa 57 mortos

A maioria das vítimas morreu por asfixia devido a um incêndio provocado no pavilhão antigo da prisão. Outros 16 corpos foram encontrados decapitados.


postado em 29/07/2019 12:57 / atualizado em 30/07/2019 11:33

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
Uma briga entre duas facções rivais dentro do Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará, deixou, ao menos, 57 mortos nesta segunda-feira (29/7). Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), um acerto de contas entre integrantes das facções Comando Vermelho e Comando Classe A iniciou a confusão às 7h, que deixou apenas presos entre as vítimas fatais.

A barbárie começou quando detentos do bloco A, local onde ficam presos de uma organização criminal, invadiram o anexo onde estão internos do grupo rival no horário da destranca para o café da manhã. A maioria das vítimas morreu por asfixia por causa de um incêndio provocado no pavilhão antigo da prisão. Outros 16 corpos foram encontrados decapitados.   

Em entrevista coletiva no início da tarde, o secretário extraordinário de estado para assuntos penitenciários, Jarbas Vasconcelos, informou que a situação já estava controlada. Jarbas confirmou também que os dois agentes prisionais feitos reféns já foram liberados e não há nenhum servidor entre os mortos. 

O presídio passou por uma situação parecida no ano passado. Em setembro de 2018, sete detentos do Centro de Recuperação foram mortos durante uma rebelião. Atualmente, 311 detentos estão presos no local. 

Este é o maior massacre em presídios de 2019. Este ano, o Brasil já acumula mais de 100 mortes causadas por rebeliões de presos integrantes de organizações criminosas. Em maio, uma briga interna na organização criminosa Família do Norte (FDN), deixou um total de 55 mortos em presídios de Manaus. 
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade