Jornal Correio Braziliense

Brasil

Bolsonaro sobre mortes no Rio: 'Não tinha ninguém para dar um tiro nele'

Declaração faz referência a um morador de rua, identificado como Plácido Moura, que matou duas pessoas a facadas e deixou cinco feridas no domingo


O presidente Jair Bolsonaro polemizou ao defender a posse e porte de armas de fogo. Sem fazer menção nominal à flexibilização de ambos os direitos, o chefe do Executivo federal sugeriu que o uso de uma arma poderia ter evitado duas mortes no Rio de Janeiro. ;Não tinha ninguém armado para dar um tiro nele;, criticou. A declaração faz referência a um morador de rua, identificado como Plácido Moura, que matou duas pessoas a facadas e deixou cinco feridas no domingo (28/7).

[SAIBAMAIS]Imagens de câmeras de segurança mostram o morador de rua abordando e atacando duas pessoas dentro de um carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas. O condutor do veículo, identificado como João Napoli, engenheiro eletricista da TV Globo, foi golpeado duas vezes. Ele chegou a descer do carro para pedir socorro, mas morreu na rua. A mulher no carro foi golpeada na mão e está internada. A outra vítima fatal foi o professor Marcelo Henrique Reis, que tentou impedir outros ataques.

O caso foi comentado brevemente por Bolsonaro em transmissão ao vivo em uma rede social, nesta segunda-feira (29/7). O presidente criticou a ausência de alguém armado. No entendimento dele, alguém nessa condição poderia ter atuado para impedir as mortes. ;Agora, não tinha ninguém armado para dar um tiro nele. Mas tudo bem. Estava drogado o cara? Tá certo, viciado em drogas. Tem que buscar soluções para as coisas. Estamos fazendo o possível aqui;, declarou.