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Correio Braziliense

Bolsonaro sobre mortes no Rio: 'Não tinha ninguém para dar um tiro nele'

Declaração faz referência a um morador de rua, identificado como Plácido Moura, que matou duas pessoas a facadas e deixou cinco feridas no domingo


postado em 29/07/2019 19:28 / atualizado em 29/07/2019 19:29

(foto: Mauro Pimentel/AFP)
(foto: Mauro Pimentel/AFP)

 
O presidente Jair Bolsonaro polemizou ao defender a posse e porte de armas de fogo. Sem fazer menção nominal à flexibilização de ambos os direitos, o chefe do Executivo federal sugeriu que o uso de uma arma poderia ter evitado duas mortes no Rio de Janeiro. “Não tinha ninguém armado para dar um tiro nele”, criticou. A declaração faz referência a um morador de rua, identificado como Plácido Moura, que matou duas pessoas a facadas e deixou cinco feridas no domingo (28/7). 

Imagens de câmeras de segurança mostram o morador de rua abordando e atacando duas pessoas dentro de um carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas. O condutor do veículo, identificado como João Napoli, engenheiro eletricista da TV Globo, foi golpeado duas vezes. Ele chegou a descer do carro para pedir socorro, mas morreu na rua. A mulher no carro foi golpeada na mão e está internada. A outra vítima fatal foi o professor Marcelo Henrique Reis, que tentou impedir outros ataques.

O caso foi comentado brevemente por Bolsonaro em transmissão ao vivo em uma rede social, nesta segunda-feira (29/7). O presidente criticou a ausência de alguém armado. No entendimento dele, alguém nessa condição poderia ter atuado para impedir as mortes. “Agora, não tinha ninguém armado para dar um tiro nele. Mas tudo bem. Estava drogado o cara? Tá certo, viciado em drogas. Tem que buscar soluções para as coisas. Estamos fazendo o possível aqui”, declarou. 

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