Brasil

Especialista fala em inércia política mundial para tratar obesidade

Professor da Universidade de Auckland, Boyd SwinBurn explica que a falta de atitude dos governos passa por uma oposição feita pela indústria alimentar

Maria Eduarda Cardim
postado em 14/08/2019 10:38
 professor de saúde global, Boyd SwinBurn -  (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
professor de saúde global, Boyd SwinBurn - (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Boyd acredita que educação alimentar é vista como uma das principais soluçõesApesar de reconhecer o cenário de aumento da obesidade, crescente no Brasil e no mundo, e ter o conhecimento de soluções para mudar o sistema alimentar em busca de uma alimentação saudável, há uma inércia política para tratar do problema de saúde pública. A informação é do professor de saúde global, Boyd SwinBurn, que participa do seminário ;Os desafios da alimentação saudável no Brasil;, realizado no Correio Braziliense nesta quarta-feira (14/8).

[SAIBAMAIS]SwinBurn acredita que esta inércia política acontece por três motivos e é um problema mundial. ;Todo ano temos diversos relatórios que indicam soluções. Sabemos o que deve ser feito, mas não implementamos. Isso não é um problema brasileira, é um problema do mundo;, explica.

O professor da Universidade de Auckland explica que a falta de atitude dos governos passa por uma oposição feita pela indústria alimentar. ;O sistema alimentar que criamos tem como foco principal o lucro e não os resultados. Isso acontece porque a economia política acaba priorizando os lucros ao invés da saúde;, avalia.

Por isso, o médico acredita que há relutância do governo em regular e tributar alimentos e produtos. ;O governo prefere fazer ações mais amenas, geralmente porque há esse conflitos de interesses. Geralmente se apegam a educação alimentar para mudar esse cenário;, indica.

Boyd acredita que educação alimentar é vista como uma das principais soluções, mas explica que ela não não é tão eficaz sem maiores ações pública. ;A educação é importante, mas não é muito poderosa sem uma maior intervenção política;, disse.

O professor também citou a falta de demanda pública por soluções como um dos motivos da inércia política. ;A população apoio o incentivo a alimentação saudável, mas é um apoio silencioso. Não acontecem protestos sobre isso;, completou.

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