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Correio Braziliense

''Quem manda sou eu'', alerta Bolsonaro sobre superintendência da PF no Rio

O presidente manifestou que, se o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, não quiser escolher Carlos Henrique Oliveira, terá que falar com ele antes


postado em 16/08/2019 11:31 / atualizado em 16/08/2019 11:46

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O presidente Jair Bolsonaro negou que a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro passará a ser exercida por Carlos Henrique Oliveira, atual superintendente da PF em Pernambuco. Nesta sexta-feira (16/8), na saída do Palácio da Alvorada, declarou que a chefia da corporação no Rio será exercida pelo superintendente no Amazonas, Alexandre Silva Saraiba. E manifestou que, se o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, escolher outro nome, terá que falar com ele antes. “Quem manda sou eu”, avisou.

A mudança na Superintendência no Rio é justificada por Bolsonaro como uma questão de “produtividade”. “Eu não falei falta de produtividade. É muito simples. Ele (Ricardo Saadi, agora ex-superintendente) vai produzir melhor para onde está indo. Queria estar no lugar dele”, declarou. A previsão é que Saadi seja transferido para atuar em Brasília. “Está vendo aí. Vai produzir mais aqui. Vai ter maior produtividade. Ele está indo a mesma coisa, mudar para uma cidade do interior para uma cidade na beira da praia”, sustentou.

O presidente evitou dar muitas declarações, sendo evasivo nas justificativas. “O motivo? Não interessa o motivo. Vai produzir melhor em outro lugar. (Ele) cansou da região, está manjado, às vezes. Às vezes (é) para proteger (a família). E a gente não tem que dar satisfação”, afirmou. Em nota, a PF informou, na quinta (15), que a “troca da autoridade máxima do órgão no estado (RJ) já estava sendo planejada há alguns meses e o motivo da providência é o desejo manifestado, pelo próprio policial, de vir trabalhar em Brasília, não guardando qualquer relação com o desempenho do atual ocupante do cargo”, comunicou. 

Poder de veto 

A PF divulgou, em nota, que o posto seria exercido por Carlos Henrique Oliveira. Bolsonaro, no entanto, negou. “Não, pelo que eu sei, é um que está em Manaus, o superintendente de Manaus”, avisou. O presidente alertou que, se Valeixo tiver outra opção, terá que conversar. “Se resolveu mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu. Eu dou liberdade para meus ministros todos, mas quem manda sou eu. Está pré-acertado que seria o lá de Manaus (Alexandre Saraiba)”, afirmou. 

O capitão reformado admitiu que a saída de Saadi estava sendo discutida há “três ou quatro meses”. Mas voltou a declarar, com ainda mais ênfase, que ele tem a palavra final. “Quando vão nomear alguém, falam comigo. Tenho poder de veto,ou vou ser presidente banana agora? Cada um faz o que bem entende e tudo bem? Não. Hoje mesmo vou publicar no Diário Oficial a troca de um diretor de hospital no Rio. Conversei com ele na segunda-feira. Querem (imprensa) me indispor com a PF? Não vão”, avisou. 

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