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Correio Braziliense

Moradores de Itabira participam de simulado de rompimento de barragem

Apesar da atividade, a Defesa Civil garante que não há risco de rompimentos das represas próximas à cidade


postado em 17/08/2019 18:15

(foto: Marcos Vieira/EM/D.A.Press)
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A.Press)
Moradores da cidade de Itabira (MG), que abriga o mais importante complexo minerário da Vale no estado, passam neste sábado pelo maior simulado de rompimento de barragens já feito no Brasil, que teve início pontualmente as 15h. Apesar da atividade, a Defesa Civil garante que não há risco algum em função das represas.

O simulado foi planejado de forma preventiva para as pessoas tomarem conhecimento dos pontos de encontro, das rotas de fuga, e para que possam ser informadas sobre o melhor local para deslocar em caso de rompimento.

A atividade, de caráter preventivo, envolverá aproximadamente 19 mil pessoas. Essas áreas estão nas zonas de autossalvamento (ZAS) das barragens Itabiruçu, Conceição, Rio de Peixe, Sistema Pontal e Cambucal l e ll, e zonas de segurança secundária (ZSS) urbana de Itabiruçu e Conceição. Empregados da mina Conceição, que estiverem trabalhando no dia e horário do simulado, também participarão do exercício.

A ZAS é a região à jusante da barragem, cuja distância pode ser considerada em cerca de 10 quilômetros ou o tempo de chegada da onda, no caso de rompimento, for de 30 minutos. Já a ZSS é a área posterior à ZAS. O simulado faz parte do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) e do Plano de Contingência e Evacuação de Itabira, este último elaborado por uma equipe multidisciplinar formada por representantes das defesas civis Estadual e Municipal, Prefeitura de Itabira, Vale, polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Ministério Público de Itabira.

A cidade recebe uma tropa de alunos da academia da Polícia Militar, viaturas da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) e do meio ambiente. Algumas vias serão interditadas no momento da simulação, já que, caso ocorra um rompimento, autoridades teriam de bloquear acessos.

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