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Correio Braziliense

Bolsonaro estuda deslocar mais tropas das Forças Armadas para a Amazônia

Como a região da Amazônia já conta com um batalhão, a ideia, pelo que sugeriu o presidente, é deslocar mais tropas para a região por meio da edição de um decreto


postado em 23/08/2019 09:26

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )
 
O governo trata, de vez, as queimadas na Floresta Amazônica com a devida urgência. Depois de ter montado um gabinete de crise, ainda na noite de quinta-feira (22/8), o presidente Jair Bolsonaro foi sucinto nas declarações à imprensa na saída do Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira (23/8). Com pressa, atendeu rapidamente a imprensa, limitando-se a informar que vai discutir o envio de uma força-tarefa das Forças Armadas à região Amazônica.

Como a região da Amazônia já conta com um batalhão, a ideia, pelo que sugeriu Bolsonaro, é deslocar mais tropas para a região por meio da edição de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para ajudar no combate às queimadas. “É uma tendência. A tendência é essa, a gente fecha agora de manhã. Não dá para falar com vocês. Tivemos uma reunião muito grande ontem, discutimos muita coisa. E o que tiver ao nosso alcance, nós faremos”, afirmou. 

O problema de tudo, no entanto, são recursos. A liberação de verbas públicas é, atualmente, a maior entrave para o melhor combate das queimadas. “O problema é recursos”, admitiu. Segundo ele, haveria a possibilidade de destinação de verbas do fundo partidário para combater os incêndios. “É verdade que o Rodrigo Maia (presidente da Câmara) falou que vai dar R$ 2 milhões do fundo partidário para combater incêndios? Uma notinha da imprensa aí, não sei se é verdade”, questionou. 

Na reunião do gabinete de crise ontem, estavam presentes os ministros: Ricardo Salles (Meio Ambiente), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Teresa Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil). 

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