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Correio Braziliense

Número de mortos em incêndio no Hospital Badim, no RJ, passa para 11

Segundo a assessoria do hospital, as vítimas fatais teriam inalado muita fumaça e tiveram intoxicação


postado em 13/09/2019 08:05 / atualizado em 13/09/2019 15:00

Havia mais de 100 pacientes no local no momento do incêndio (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil )
Havia mais de 100 pacientes no local no momento do incêndio (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil )
O incêndio que atingiu o Hospital Badim, no Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (12/9), matou 11 pessoas, todos pacientes do hospital, segundo o Corpo de Bombeiros. O trabalho de busca por vítimas dentro da unidade particular de saúde foi encerrado na manhã desta sexta-feira (13/9). 

Segundo a assessoria do hospital, as vítimas fatais teriam inalado muita fumaça e tiveram intoxicação. Os corpos foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML) e ainda não foram identificadas. Quatro bombeiros passaram mal durante a operação de combate ao incêndio e foram encaminhados para o hospital.

Funcionários do hospital prestam os primeiros socorros às vítimas (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil )
Funcionários do hospital prestam os primeiros socorros às vítimas (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil )


No momento do acidente, 103 pacientes estavam em tratamento no local. Cerca de 90 foram transferidos para outros hospitais, e durante o resgate, muitos chegaram a ser acomodados em colchões na rua. 

Segundo a Secreteria Municipal de Saúde (SMS), no total, 14 vítimas haviam sido removidas, transportadas pelas 10 ambulâncias da rede municipal de Saúde para unidades particulares de saúde. Outros quatro pacientes (do sexo feminino) foram levados, por ambulâncias dos Bombeiros, para o Hospital Municipal Souza Aguiar, todos com quadros estáveis. Uma delas foi transferida para o Hospital Gaffrée Guinle e as outras três para hospitais particulares.

O incêndio

O fogo começou a se alastrar a partir do prédio mais antigo do complexo hospitalar, por volta das 18h30. Segundo a direção, a principal suspeita é de que tenha havido um curto-circuito no gerador. 

 

Os pacientes que estavam no Centro de Tratamento Intensivo 1 (CTI 1) foram retirados por volta das 19h30 e receberam os primeiros atendimentos na rua. Os pacientes do CTI 2 também tiveram que ser removidos. 

224 funcionários trabalhavam no turno quando as chamas começaram - nenhum deles morreu, segundo o hospital. A energia do prédio foi cortada e as checagens foram feitos no 3º e 4º andares.

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