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Correio Braziliense

Dia do Musicoterapeuta é comemorado no domingo; conheça a profissão

O tratamento com musicoterapia é usado em diversas pessoas com as mais diferentes patologias


postado em 13/09/2019 21:44 / atualizado em 14/09/2019 15:08

(foto: Danilson Carvalho/CB/D.A Press)
(foto: Danilson Carvalho/CB/D.A Press)
Já pensou em fazer um tratamento por meio da música? É o que basicamente o que a musicoterapia faz. Neste domingo (15/9), é comemorado o Dia do Musicoterapeuta, o profissional que utiliza a música e sons, como uma terapia complementar, no tratamento de diversos tipos de pacientes. 
 
A musicoterapia é uma aréa da saúde que começou a ter os métodos de sistematização logo após a Segunda Guerra Mundial, com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. Em combates anteriores, médicos e enfermeiros já haviam observado que os soldados que voltavam do front tinham melhoras no estado de saúde ao escutar música.
 
A presidente da Associação de Musicoterapia do Distrito Federal, Isabella Campos da Paz, explica que o musicoterapeuta é o profissional formado em nível superior habilitado a exercer a atividade, um processo terapêutico no qual a música e seus elementos, como ritmo, melodia e harmonia, são criteriosamente escolhidos para atingir objetivos específicos para qualquer tipo de paciente.
 
"É um processo terapêutico onde o paciente vai produzir música, sozinho ou com um terapeuta. Seja para atingir uma melhora na saúde física, mental, psíquica ou até mesmo traumas e problemas emocionais. Durante o tratamento, os pacientes passam a esculpir os sons com as mãos, deixando de ser um agente passivo para se tornar ativo na própria cura”, expõe Isabella.
 
O tratamento é usado em diversos tipos de pacientes como, portadores de autismo e síndrome de Down, gestantes, pessoas em tratamento de câncer, mal de Parkinson, Alzheimer, entre outros.
 
Isabella conta que a musicoterapia atende também a todas as idades, e não exige pré-requisitos musicais dos pacientes. "Atendemos desde crianças até adultos, que não precisam saber tocar algum instrumento ou cantar para participar."
 
Artigos científicos comprovam a eficácia da musicoterapia. Pacientes que fizeram o tratamento durante procedimentos em hospitais diminuíram consideravelmente a ansiedade e também obtiveram melhoria de sintomas emocionais e físicos, como pressão sanguínea e volume respiratório.
 
Entretanto, a musicoterapia pode ser realizada também fora de unidades de saúde. Isabella conta que os tratamentos também são realizados em escolas, empresas e até mesmo dentro de famílias, a fim de melhorar o relacionamento entre os envolvidos.
 
Para se formar em musicoterapia é necessário cursar graduação ou especialização em instituição de nível superior. A União Brasileira das Associações de Musicoterapia (Ubam) é a instituição responsável por indicar os melhores cursos do Brasil. Para mais informações, procure a Associação de Musicoterapia do Distrito Federal (AMT-DF), pelo e-mail: amtdistritofederal@gmail.com ou pelo site que em breve irá ao ar: www.amtdf.org.

* Estagiário sob a supervisão de Roberto Fonseca

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