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Correio Braziliense

Governo lança campanha de valorização da vida e combate à depressão

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, no Brasil, cerca de 14,1 milhões de pessoas têm diagnóstico de transtorno ou sofrimentos mentais


postado em 17/09/2019 16:00 / atualizado em 17/09/2019 16:04

Damares Alves, ministra da Mulher Família e Direitos Humanos, e Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde(foto: Pedro Paulo Souza/ASCOM MS)
Damares Alves, ministra da Mulher Família e Direitos Humanos, e Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde (foto: Pedro Paulo Souza/ASCOM MS)
No Brasil, estima-se que 14,1 milhões de pessoas apresentam diagnóstico de transtorno ou sofrimentos mentais, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde. Para minimizar o problema, os ministérios da Saúde e o da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos lançaram, nesta terça-feira (17/9), uma campanha de valorização da vida e combate à depressão.

 

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a campanha visa estimular a importância do diálogo no ambiente familiar e desmitificar a vida virtual. Com o slogan Se liga! Dê um like na vida, a iniciativa reforça os sintomas da depressão e foca nos jovens entre 18 e 29 anos, que representam 7,6% das pessoas que receberam diagnóstico da doença.

 

O número de pessoas com depressão ao redor do mundo subiu para 18,4% nos últimos 10 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde. A doença é um transtorno mental que faz com que a pessoa sinta tristeza profunda e perca o interesse por atividades normalmente prazerosas. O maior obstáculo para o tratamento é o estigma social que associa a doença com transtornos mentais. Isso faz com que a pessoa com os sintomas não busque ajuda e contribui com a maior consequência da doença, o risco de morte. Segundo Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, "suicídio não é brincadeira, não é cultura. É questão de saúde mental."

 

No intervalo entre 2011 e 2018, foram notificadas 339.730 casos de violência autoprovocada, ou seja, agressões contra si próprio. Do total, 113.120 casos podem ser classificados como tentativas de suicídio. O principal meio utilizado nas ocorrências (49% do total) foi envenenamento e intoxicação exógena, como a ingestão de substâncias nocivas ao organismo. De acordo com ocupação, estudantes representam 30% do total de casos de violência autoprovocada, seguido de donas de casa, com 23%.

 

O Sistema Único de Saúde registrou aumento de 52% nos atendimentos relacionados à depressão, entre 2015 e 2018. Apenas no ano passado foram mais de 93 mil atendimentos ambulatoriais e mais de 28 mil internações hospitalares. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o aumento foi de 115%, saltando de 12.698 casos em 2015 para mais de 27.363 em 2018. 

 

O SUS oferece assistência integral, conforme a necessidade de cada caso, por meio das 43 mil unidades de Saúde da Família (USF) distribuídas por todo o país. Por meio dos 2.954 centros de Atenção Psicossocial (Capes), já foram realizados, no ano vigente, mais de 3,3 milhões atendimentos gerais. O cidadão recebe atendimento e, se preciso, é encaminhado para alguma unidade da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Em Brasília, existem 14. 

 

Atualmente a Raps conta com mais de 600 residências terapêuticas, 1.505 leitos de saúde mental em hospitais gerais, 152 consultórios de rua, entre outros serviços. O investimento previsto na expansão de serviços de saúde mental em 2019 é de R$ 1,6 bilhão. Em 2018, foram gastos cerca de R$ 1,3 bilhão.

* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

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