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Correio Braziliense

Fotógrafo é acusado de estupro por vendedora durante ensaio em BH

Vendedora diz ter sido dopada e estuprada por fotógrafo durante ensaio fotográfico em Belo Horizonte. O caso é investigado pela Polícia Civil


postado em 18/09/2019 09:48 / atualizado em 18/09/2019 11:01

O relato do estupro foi publicados pela moça no Instagram(foto: Instagram/reprodução)
O relato do estupro foi publicados pela moça no Instagram (foto: Instagram/reprodução)
Um ensaio fotográfico virou caso de polícia em Belo Horizonte. Uma vendedora, de 26 anos, registrou boletim de ocorrência contra um fotógrafo sob a acusação de estupro durante a sessão de fotos. Segundo ela, o profissional teria usado "boa noite, Cinderela" para cometer o crime.
 
O relato foi publicados pela moça no Instagram. Ela conta que o abuso resultou em hematomas, sangue na vagina, dores na pélvis e pelo corpo todo. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher. A Polícia Civil informa que a jovem passou por exames e que já abriu inquérito para investigar o caso. 

Boa noite, Cinderela

Nas redes sociais, a jovem descreve que conheceu o trabalho do profissional por meio da internet há cerca de um mês. O ensaio foi negociado como um trabalho de parceria, ou seja: ele faria as fotos em troca de divulgação das imagens no perfil dela no Instagram. 

A moça teria chegado ao estúdio, que fica na casa do fotógrafo, por volta das 16h. Ao perceber sua timidez, o homem teria oferecido um drink - mistura de vodka com energético - para que ela relaxasse. Ela aceitou a bebida e afirma que a quantidade não foi suficiente para deixá-la embrigada. Pouco tempo depois do início dos cliques, porém, a vendedora diz ter apagado, o que a fez suspeitar de que foi dopada.

Os familiares do fotógrafo também estariam presentes no local - porém, em outros cômodos do imóvel que, segundo a moça, é grande. Eles é que teriam procurado o número da mãe da vendedora em seu telefone para pedir que ela buscasse a filha, alegando que ela estava muito alcoolizada. 

Outro lado

Segundo informações da Polícia Civil, o fotógrafo foi ouvido na manhã desta terça (17), negou o crime e registrou queixa por difamação contra a vendedora. A reportagem tentou contato com o profissional, sem sucesso. O espaço permanece aberto para que ele se manifeste.


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