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Correio Braziliense

Polícia prende grupo suspeito de envolvimento na morte de Marielle Franco

Os alvos da operação ocultaram as armas usadas pelo grupo de Ronnie, entre elas a submetralhadora HK MP5, que teria sido usada para matar Marielle e Anderson


postado em 03/10/2019 08:03 / atualizado em 03/10/2019 13:33

(foto: Renan Olaz/AFP/Rio de Janeiro Municipal )
(foto: Renan Olaz/AFP/Rio de Janeiro Municipal )
A Policia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem cinco mandados de prisão nesta quinta-feira, (3/10), contra suspeitos de participarem do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, mortos em março de 2018.

Um dos alvos é o militar reformado Ronnie Lessa, apontado como a pessoa que disparou os tiros contra o carro da vereadora. Os outros suspeitos são a mulher de Ronnie, Elaine Lessa; o cunhado dele, Bruno Figueiredo; José Márcio Mantovano, conhecido como “Márcio Gordo”; e Josinaldo Lucas Freitas, o “Djaca”. Eles são acusados de obstrução da Justiça, porte ilegal de arma e associação criminosa.

O grupo é acusado de ter ocultado armas usadas pela quadrilha, entre elas possivelmente a submetralhadora HK MP5, apontada como a arma que matou Marielle e Anderson. Segundo investigações da Polícia Civil, o grupo teria executado o plano de jogar as armas nas águas da Barra da Tijuca, próximo às Ilhas Tijucas, sob o comando de Elaine Lessa. O armamento foi lançado ao mar dois dias depois das prisões de Ronnie e do ex-PM Élcio de Queiroz, em 12 de março deste ano.

O inquérito aponta ainda que um dia após as prisões, em 13 de março, Márcio Montavano tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, na Zona Oeste do Rio, onde funcionava a oficina da quadrilha para a montagem de armamento.

No dia seguinte, 14 de março, ele teria levado essas e outras armas até Josonaldo Freitas, que havia contratado um taxista para transportá-las até o Quebra-Mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano. Bruno Figueiredo teria ajudado "Márcio Gordo" na execução do plano.

O episódio foi narrado à Delegacia de Homicídios por um pescador, que revelou ter recebido R$ 300 de "Di Jaca" para levá-lo ao local onde os fuzis foram jogados ao mar. Segundo ele, o armamento estava em caixas e em uma mala. 

Buscas foram realizadas no local com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, mas nada foi encontrado. A profundidade e as águas turvas dificultaram o trabalho.

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