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Correio Braziliense

Uso de patinetes elétricos em Brasília está concentrado aos domingos

Levantamento aponta que o maior fluxo de viagens é no Parque da Cidade, no Parque Ecológico de Águas Claras e na Asa Sul. O pico da utilização durante a semana é por volta das 17h


postado em 10/10/2019 06:00

Estudo mostra que patinetes precisam de melhores ciclovias(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Estudo mostra que patinetes precisam de melhores ciclovias (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Desde janeiro, Brasília foi tomada por soluções sustentáveis em mobilidade, como patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas. Estudo apresentado nesta quarta-feira (9/10) pela Grow, dona das marcas Grin (patinetes) e Yellow (bikes), mostra que, nos sete primeiros meses de operação na capital, já foram rodados aproximadamente 175 mil quilômetros, o equivalente a 175 viagens de Brasília a São Paulo.

O levantamento ainda aponta que os dias de maior uso são os domingos, e o maior fluxo de viagens é no Parque da Cidade, no Parque Ecológico de Águas Claras e na Asa Sul. O pico da utilização durante a semana é por volta das 17h.

Segundo a Grow, há a necessidade de áreas dedicadas à micromobilidade, sobretudo no Plano Piloto. Mesmo com boa malha cicloviária, a infraestrutura não garante a segurança de usuários, nem estimula o uso dos equipamentos.

"Essas informacões são essenciais para auxiliar o poder público local a direcionar o investimento e otimizar resultados, dando eficiência às transformações urbanas", avalia Fernanda Laranja, gerente de Relações Governamentais e Institucionais da Grow.

Para o coordenador da Fundação Getúlio Vargas Transportes, Marcus Quintella, só com uma "rede cicloviária bem dimensionada" o uso dos dois equipamentos será eficiente. "Tem que ser contínua, abrangente, sinalizada, fiscalizada e bem pavimentada. Não vejo essa rede em Brasília".

Na visão do setor de transportes urbanos, patinetes e bikes podem coexistir com ônibus e metrô, desde que usados em pequenas distâncias. "Não podem substituir o transporte público como espinha dorsal da mobilidade, já que são uma modalidade individual”, afirmou Marcos Bicalho, diretor administrativo institucional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

* Estagiárias sob a supervisão de Fabio Grecchi

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