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Correio Braziliense

Desmatamento na Amazônia aumenta pelo quinto mês consecutivo

Os dados, ainda preliminares, foram divulgados nesta sexta-feira (11/10) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)


postado em 12/10/2019 07:00

Vista aérea da Amazônia: área desmatada cresce há cinco meses seguidos(foto: Nigel Pitman/The Field Museum)
Vista aérea da Amazônia: área desmatada cresce há cinco meses seguidos (foto: Nigel Pitman/The Field Museum)
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o desmatamento da Amazônia aumentou 96% em setembro deste ano em relação ao mesmo mês no ano passado. Desde junho, o índice de desmatamento tem registrado aumentos constantes e expressivos. Foi o quinto mês consecutivos de aumento. Os dados, ainda preliminares, foram divulgados nesta sexta-feira (11/10).

Em setembro, foram desmatados 1.447 km² de floresta. Entre janeiro e setembro, o desmatamento na Amazônia soma 7.854 quilômetros quadrados, segundo dados do Inpe. Durante todo o ano, o Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real registrou um aumento de 93% no desmatamento em relação ao mesmo período de 2018.

O Inpe, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, utiliza três tipos de dados para monitorar as florestas: o Prodes, o Deter e o Terraclass. O sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), desenvolvido pelo próprio Inpe e lançado em 2004, divulga os dados preliminares, obtidos por meio de alertas. Trata-se de um sistema que produz alertas diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores do que três hectares. Os alertas indicam áreas totalmente desmatadas (corte raso) e áreas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

Os dados do Deter são confirmados pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes), que produz dados anuais. O sistema, em funcionamento desde 1988, contabiliza o que, de fato, foi perdido de mata nativa.

Utilizado por institutos de pesquisa, o Terraclass mede as mudanças no uso do solo e verifica se o terreno da floresta desmatada está sendo usado para pecuária, agricultura, mineração ou pasto, por exemplo. O levantamento é feito por satélite, o mais recente é de 2014. O sistema foi desenvolvidos em parceria entre o Inpe e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os dados do Terraclass qualificam o que é detectado pelo Prodes e pelo Deter.

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