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Correio Braziliense

Suspeito de abuso sexual de alunos em colégio de MG presta depoimento

Ex-estagiário de 22 anos é o último a ser ouvido no inquérito que apura as denúncias. Ele alega inocência. Mais de 40 pessoas já prestaram depoimento


postado em 14/10/2019 10:39 / atualizado em 14/10/2019 14:56

Caso é investigado pela equipe da 2ª Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad)(foto: Guilherme Paranaiba/EM/DA Press)
Caso é investigado pela equipe da 2ª Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) (foto: Guilherme Paranaiba/EM/DA Press)
A Polícia Civil ouve, na manhã desta segunda-feira, o ex-estagiário de educação física, de 22 anos, suspeito de abusar sexualmente de alunos em um colégio de Cidade Nova, na Região Nordeste de Belo Horizonte (MG). A previsão era de que ele seria o último a ser ouvido no inquérito conduzido pela 2ª Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad). 

Por volta das 10h, havia apenas a movimentação da imprensa na porta da delegacia. Mais cedo, o Estado de Minas tentou contato telefônico com o advogado do acusado, Marciano Soares Andrade, mas as ligações não foram atendidas. O suspeito nega os crimes. 

Na semana passada, pais e alunos da instituição, que fica no Bairro Nova Floresta, fizeram um ato para homenagear professores, funcionários e demonstrar apoio à escola diante das denúncias. O suspeito esteve na manifestação e foi recebido no ato com aplausos por pais e alunos. “Sentimento de gratidão poder ser reconhecido por tudo que já fiz no colégio. Acho que as coisas vão esclarecer. Estou disposto a colaborar por qualquer coisa. Não me escondo, não podemos deixar acontecerem injustiças como esta”, disse à reportagem no último dia 11.

Desde o início das investigações, 41 pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil. Na quinta-feira passada, policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Hudson e um celular foi apreendido. 

As denúncias vieram à tona quando uma mãe notou a mudança no comportamento do filho. A criança disse ser vítima de abusos que teriam ocorrido no banheiro da escola. Porém, durante uma reunião de pais para discutir o caso, foi relatado que o suposto envolvido não levava alunos aos sanitários. A tarefa seria exclusiva de estagiárias de pedagogia. As imagens das câmeras de segurança, já incorporadas ao inquérito, poderão elucidar os detalhes.

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