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Correio Braziliense

Rio: Esquema envolvendo tráfico de drogas já furtou mais de 4 mil patinetes

De acordo com os policiais, os usuários de droga trocavam as patinetes roubadas por drogas nos valores de R$ 20 e R$ 30 e os traficantes as revendiam por R$ 300 na internet


postado em 17/10/2019 19:46 / atualizado em 25/10/2019 12:33

(foto: Thomas Kienzle/AFP)
(foto: Thomas Kienzle/AFP)
Investigações feitas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro apontam que uma quadrilha do Complexo da Maré desenvolveu um esquema em que mais de 4 mil patinetes foram furtados e levados para dentro da comunidade de Nova Holanda. 

De acordo com os policiais, os usuários de droga trocavam as patinetes roubadas por drogas nos valores de R$ 20 e R$ 30 e os traficantes as revendiam por R$ 300 na internet. Cada patinete custa cerca de R$ 2 mil. Segundo as investigações, o prejuízo das empresas que fornecem esse tipo de serviço chega a quase R$ 10 milhões.

Após o desbloqueio do equipamento, as patinetes eram customizadas pelos traficantes e depois repassadas para compradores via internet. O veículo virou “moda” na comunidade, sendo citado até mesmo em músicas de funk. 

“As vendas pela internet eram feitas, diretamente, por pessoas ligadas às bocas de fumo da Favela Nova Holanda. A gente deu início às investigações quando percebeu que um número enorme de pessoas dessas comunidades passou a anunciar esses equipamentos num valor inferior ao de mercado. Quando fomos informados pela própria empresa que mais de quatro mil equipamentos foram furtados, iniciamos o trabalho para identificar esses suspeitos e onde estavam esses equipamentos”, disse o delegado Flávio Narciso, titular da 21ª DP (Bonsucesso), para o Jornal O Dia. 

Em nota, a Glow, empresa dona das marcas de patinetes e bicicletas Grin e Yellow, diz que não divulga dados de equipamentos furtados e prejuízo por questões estratégicas e de segurança. As patinetes são rastreados por sistema GPS, o que já levou à recuperação de equipamentos e à prisão de pessoas envolvidas nesses casos. 

* A estagiária está sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 

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