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Correio Braziliense

Marinha investiga 'dark ships' na busca por vazamento de óleo

O comandante almirante Ilques Barbosa Júnior declarou que a investigação sobre a origem do vazamento do óleo na costa nordestina tem como foco principal cerca de 30 navios, de 10 diferentes países, que passaram ultimamente próximo à região


postado em 22/10/2019 17:30

O comandante afirmou ainda que não há indícios de que o acidente tenha sido provocado pelo governo ou pela indústria venezuelana(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O comandante afirmou ainda que não há indícios de que o acidente tenha sido provocado pelo governo ou pela indústria venezuelana (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Os “dark ships”, ou navios sem identificação, estão na mira da Marinha, de acordo com o comandante almirante Ilques Barbosa Júnior. Ele declarou que a investigação sobre a origem do vazamento do óleo na costa nordestina tem como foco principal cerca de 30 navios, de 10 diferentes países, que passaram ultimamente próximo à região. Mas não descarta a possibilidade de um dos outros 970 navios identificados pela Marinha ter responsabilidade com o maior desastre ambiental do país. Além de todos esses, os dark ships também serão monitorados. “Vamos continuar até onde for necessário. Se demorar 200 anos, vamos ficar 200 anos nisso até achar”, prometeu.

O comandante afirmou ainda que não há indícios de que o acidente tenha sido provocado pelo governo ou pela indústria venezuelana. “O que se sabe pelos cientistas é que o petróleo é de origem venezuelana, não quer dizer que houve em algum momento, e não houve isso, envolvimento de qualquer setor responsável tanto no público quanto no privado na Venezuela”, contou, após encontro com o presidente interino Hamilton Mourão. A declaração foi dada horas depois de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ontem (21/10), ter feito, pelo twitter à deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Pela rede social, Salles afirmou: “Você é que não tem vergonha. Mas deveria ter, e muita, pois o petróleo que está atingindo o Nordeste e o Brasil, é venezuelano, cujo governo ditatorial comunista vocês apoiam”. Falou, ainda, que a não comunicação do derramamento de óleo é um ato criminoso, conforme as normas internacionais de navegação e que o governo considera pouco provável que a causa esteja ligada a uma transferência de petróleo entre navios em alto mar, considerada muito arriscada. “Todo incidente de navegação pelas regras internacionais é obrigação que os comandantes informem, o que não ocorreu”, afirmou.

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