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Correio Braziliense

Abandono escolar é oito vezes maior entre jovens pobres de 15 a 17 anos

Dos jovens mais pobres de 15 a 17 anos, e que estão na escola, 33,6% ainda não concluíram o 9º ano. O percentual é de 8,6% no outro extremo da renda


postado em 06/11/2019 13:05

O abandono escolar é um dos maiores impedimentos educacionais do país(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O abandono escolar é um dos maiores impedimentos educacionais do país (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Os adolescentes na faixa etária de 15 a 17 anos com menor renda abandonam a escola 8 vezes a mais do que o grupo com a mesma faixa etária que possui uma renda maior. As informações são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira (6/11). Enquanto, 11,8% dos jovens com menor renda abandonaram a escola sem concluir o ensino básico em 2018, apenas 1,4% dos adolescentes com maior renda desistiram dos estudos nesta fase escolar.

O abandono escolar foi um dos temas destacados pelo IBGE no levantamento, que traz dados preocupantes sobre a educação em 2018. No ano passado, cerca de 40% da população brasileira com 25 anos ou mais não concluíram o ensino fundamental. Nessa mesma faixa etária, 30,9% tinham o ensino médio completo e apenas 16,5% concluíram um curso superior. 

Uma das prioridades do governo Bolsonaro é a educação básica. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, já ressaltou em diversas oportunidades que o plano de governo é investir na alfabetização das crianças. “Se a gente não alfabetizar bem a população, a gente vai continuar, principalmente no ensino técnico e no ensino médio, tendo uma sociedade com grandes discrepâncias de renda”, afirmou em comissão geral no plenário da Câmara dos Deputados, 

Apesar de apresentar melhora, o número que mostra o nível de instrução da população brasileira ainda é insuficiente para colocar o Brasil próximo a países ricos. Em 2017, o percentual médio de pessoas com 25 a 64 anos de idade que não concluíram o ensino médio era de 21,8%. No Brasil, a taxa era de 49%.

A desigualdade pode ser vista além da questão da renda. Ao fazer um recorte racial, os dados mostram que o percentual de jovens brancos que frequentam ou concluíram o ensino superior (36,1%) é quase o dobro do percentual de negros e pardos (18,3%). A falta de estudo se reflete na renda. Brancos ganham, em média, 73,9% mais do que pretos ou pardos. 

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