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Correio Braziliense

Presidente da ABL recebe Prêmio Internacional para a Latinidade

O prêmio é um dos maiores nacionais e homenageia a atividade literária e científica


postado em 13/11/2019 16:34 / atualizado em 13/11/2019 16:34

(foto: Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press)
O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marco Lucchesi, é o vencedor do Prêmio Internacional para a Latinidade deste ano. O nome de Lucchesi foi escolhido por unanimidade pela Academia Romena e pelo Museu Nacional de Literatura Romena. Considerada um dos maiores prêmios nacionais do país, a distinção homenageia a atividade literária e científica internacional.

Marco Lucchesi foi informado do resultado na última segunda-feira (11) e deve receber o prêmio no próximo dia 28, em Bucareste.

Em entrevista hoje (13) à Agência Brasil, Lucchesi disse que ficou muito contente com a homenagem. “Não imaginava essa hipótese. O prêmio traz uma aliança ainda mais profunda do meu percurso e diálogo com a Romênia e com a literatura romena, que é muito rica”. O Prêmio Internacional da Latinidade privilegia uma expressão latina mais ampla, dentro da qual o mundo se insere, “dentro de um panorama maior da latinidade”, afirmou o escritor.

Lucchesi lembrou o papel da União Latina, entidade fundada em maio de 1954 e composta pelos países cujas línguas oficiais ou nacionais são românicas, ou seja, neolatinas ou latinas, na promoção e disseminação de sua essência comum e daquilo que identifica o mundo latino. No entanto, dificuldades financeiras levaram a União Latina a suspender, em 26 de janeiro de 2012, todas as suas atividades.

“A Romênia, porém, mantém muito viva essa perspectiva latina. Faz parte da própria cultura romena esse reconhecimento identitário a partir de uma herança latina”, destacou Marco Lucchesi.

Poeta, escritor, romancista, ensaísta e tradutor, Lucchesi estabeleceu contato com a Academia Romena pela primeira vez no ano passado, durante sua gestão na presidência da ABL, mas sua aproximação com a Romênia é mais antiga, porque tem livros publicados no idioma romeno. Desde 2003, ele dialoga com grandes intelectuais e artistas daquele país.

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