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Correio Braziliense

Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar e matar menina de 3 anos

Micaelly Luiza de Souza Santos teria sido internada em hospital anteriormente por ter sido vítima de maus-tratos


postado em 20/11/2019 10:30 / atualizado em 20/11/2019 12:01

Micaelly morreu vítima de espancamento (foto: Reprodução/TV Globo )
Micaelly morreu vítima de espancamento (foto: Reprodução/TV Globo )
Uma menina de 3 anos morreu após ter sido espancada na zona leste de São Paulo, nessa terça-feira (19/11). Principais suspeitos de ter cometido o crime, a mãe da criança, de 20 anos, e o padrasto, de 30, foram presos depois de deixar o hospital onde Micaelly Luiza de Souza Santos estava internada.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, o caso é investigado pelo 22º Distrito Policial (São Miguel Paulista). "Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos", informou, em nota, a SSP. A mãe da criança foi ouvida pela polícia e negou a agressão. 

Micaelly morreu no Hospital Municipal Professor Doutor Waldomiro de Paula, conhecido como Hospital Planalto, em Itaquera, e antes teria sido internada no Hospital Municipal Tide Setúbal, em São Miguel Paulista, também na zona leste, por ter sido vítima de maus-tratos.

Após a suspeita, a Justiça determinou que a guarda de Micaelly passasse para a avó materna, de forma provisória, por seis meses. Mas a mulher devolveu a criança para a mãe logo após ela receber alta. A menina morreu menos de 24h depois. Ao Correio, a SSP comunicou que apura a responsabilidade da avó por entregar a criança para mãe.
 
Ainda de acordo com a pasta, demais parentes e testemunhas também serão ouvidos. O delegado aguarda a conclusão dos laudos periciais e o envio dos prontuários médicos para conclusão do inquérito.

O Disque 100, canal do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, recebeu 144.580 denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes em 2016. São 396 ocorrências por dia ou 16 a cada hora. Segundo dados do ministério, os principais suspeitos/denunciados são as mães (41% dos casos) e pais (18%). Mais da metade dos casos (53%) são de ocorrências na própria casa da criança
 
Com informações da Agência Estado 

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