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Correio Braziliense

Polícia Federal desmonta quadrilha que movimentou R$ 230 milhões em ouro

De acordo com as investigações, o grupo é formado por venezuelanos e brasileiros que inclusive enviaram o minério extraído de forma ilegal ao exterior


postado em 06/12/2019 10:48 / atualizado em 06/12/2019 10:53

(foto: PF/Divulgação)
(foto: PF/Divulgação)
A Polícia Federal desarticulou, nesta sexta-feira (6/12), uma quadrilha que comercializou 1,2 tonelada de ouro. De acordo com a investigação, o valor movimentado no esquema ilegal supera os R$ 230 milhões. A Operação Hespérides cumpre 85 mandados nos estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e São Paulo, expedidos pela 4ª Vara Federal de Roraima.

 

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 102 milhões dos envolvidos. De acordo com a PF, "investigações tiveram início em setembro de 2017, após apreensão de aproximadamente 130 gramas de ouro no Aeroporto de Boa Vista/RR, destinados a uma empresa em São Paulo. Uma nota fiscal de compra de 'sucata de ouro' acompanhava o metal, sendo verificado pela PF que se trataria de um documento falso".

 

A quadrilha seria formada por venezuelanos e brasileiros, que compravam, ilegalmente, ouro em ambos os países. Funcionários públicos que também integram o esquema agiam para dar aparente legalidade ao negócio. Uma empresa de São Paulo emitia notas fiscais para dar aparentemente legalidade ao esquema. Parte do ouro seria enviado ao exterior.

 

A Polícia Federal informou que "apenas no ano de 2018 a empresa que recebia o ouro em São Paulo teria exportado mais de 1 bilhão de reais em ouro, e mais que triplicado seu faturamento nos últimos 3 anos". Um dos alvos da operação Hespérides possui mandado de prisão em aberto expedida pela justiça da República Dominicana por tráfico de drogas e lavagem de capitais e seu nome está na lista vermelha da Interpol.

 

Os envolvidos são suspeitos de terem cometido os crimes de participação em organização criminosa, contrabando, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, receptação e os crimes de falsidade ideológica e de documento público. Se condenados, os líderes do esquema podem ter penas que ultrapassam 50 anos de prisão. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 48 buscas e apreensões e 15 sequestros e bloqueios de bens.

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